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No dia 2 de abril, às 20h, a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a apresentação do espetáculo "Pérolas do Jazz - Homenagem a Cole Porter", com o quarteto Time Travelers. A entrada é gratuita e por ordem de chegada.

No palco, os músicos Hasse Berggren (sax e voz), Horácio Quiroga (baixo), Thierry Risse (teclado) e Marvio Pereira (bateria) apresentam repertório que vai de Duke Ellington e Fats Waller até Thelonious Monk e Tom Jobim, músicas de Cole Porter, Kurt Weill, Gerschwin, que tocadas na era do rádio e interpretadas por grandes cantores como Nat King Cole, Billie Holiday, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald, constituem um tesouro musical que merece ser ouvido ainda hoje. "Love me or leave me", "Sophisticated Lady", "Honeysuckle Rose", "Night and Day" são algumas das pérolas que interpretam. Fazem, também, uma incursão no blues com temas como "T-Bone Suffle", "Nobody Knows You", "If you Live" e em clássicos da MPB, como "Corcovado", "Inútil Paisagem", "Carioca", "Samba do Avião", entre outros.

No dia 3 de abril (sexta-feira), às 19h, a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a apresentação “Ecos do Passado: da Pré-História ao Casarão da Dona Lóquinha”, ministrada pelo historiador Amílcar D’Avila de Mello. A atividade é gratuita e aberta ao público. 

A proposta percorre diferentes camadas temporais do território da Ilha de Santa Catarina, articulando vestígios da pré-história, processos de ocupação humana e a formação de paisagens culturais que chegam até os dias atuais. A partir dessa perspectiva ampliada, a apresentação estabelece conexões com a história da Costa da Lagoa e com o Casarão da Dona Lóquinha, construção do século XVIII que se tornou referência de memória e
mobilização comunitária. 

O encontro integra as ações do projeto Viva o Sobrado!, que atua na preservação, restauro e ativação cultural do Casarão, hoje reconhecido como Ponto de Memória (Ibram) e Ponto de Cultura (MinC). Ao aproximar arqueologia, história e patrimônio, a atividade propõe uma leitura sensível do território, destacando a importância da preservação das múltiplas temporalidades que constituem a paisagem cultural.

De 21 de março a 14 de junho, o espaço expositivo I do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) no Centro Integrado de Cultura (CIC), recene a exposição “Animaking – A Magia da Animação”. A entrada será gratuita e a visitação poderá ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

Celebrando os 25 anos de trajetória da Animaking, o evento apresenta a maior mostra já realizada de seu acervo, reunindo cenários originais, personagens, peças utilizadas em produções, processos criativos e exibição de materiais audiovisuais exclusivos. A proposta é revelar, de forma acessível e inspiradora, como nasce uma animação, desde a ideia inicial ao resultado final nas telas.

Mais do que uma exposição, o projeto propõe uma experiência imersiva. Peças interativas permitem que o visitante compreenda, na prática, as etapas do processo criativo, os desafios técnicos e as escolhas artísticas envolvidas na produção de animação para cinema e audiovisual.

A programação inclui ainda palestras ministradas por profissionais reconhecidos do setor. Os encontros abordarão temas como mercado de trabalho, rotina profissional, oportunidades, inovação e desenvolvimento criativo, oferecendo uma visão aprofundada da indústria da animação no Brasil.

Voltado para estudantes de animação, profissionais da área e amantes desse universo, o evento estimula a formação de novos talentos, o intercâmbio de experiências e o fortalecimento de redes de contato no setor criativo. Ao celebrar a trajetória da Animaking, a exposição também reafirma a animação como linguagem artística, campo profissional e importante vetor da economia criativa.

O projeto contribui para o fomento cultural e para o desenvolvimento do mercado de animação em Santa Catarina, aproximando o público de uma indústria que une arte, técnica, inovação e imaginação.

“Animaking – A Magia da Animação” é uma realização da Ideafix, com apoio do Governo do Estado de Santa Catarina, Fundação Catarinense de Cultura, Museu de Imagem e Som (MIS/CIC) e o Instituto Cultural Ekhö. Conta com patrocínio da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Fundação Cultural Franklin Cascaes, Lei Municipal de Incentivo à Cultura e Sapiens Parque.

Programação de Palestras:

animaking palestras cronograma

No dia 12 de março, às 19h, a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a programação do Cineclube África no Cinema. Na primeira sessão deste ano serão exibidos cinco curtas-metragens, com entrada gratuita. 

O Cineclube África no Cinema é uma das atividades de extensão universitária promovidas pelo Laboratório de Estudos em História da África (LEHAf) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O projeto tem por objetivo geral a promoção da cultura cinematográfica com ênfase em filmes de diretores africanos, com produção africana e com filmagens em África. Visa divulgar a riqueza artística e cultural do continente africano através da exibição de filmes e promover conversas e debates sobre a produção cinematográfica africana e também sobre as representações da África no cinema. Os encontros são mensais e abertos ao público em geral. 

África no Cinema tem curadoria do pesquisador Alex Brandão do LEHAf/UFSC, laboratório coordenado pelo Prof.Dr. Sílvio Marcus de Souza Correa. O cineclube tem apoio institucional da Aliança Francesa de Florianópolis e da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC). 

Após a exibição, a equipe que conduz o projeto realiza uma roda de conversa sobre o filme e temas correlatos. 

Sobre os filmes:

Les Princes noirs
De Saint-Germain-des-Prés, de Ben Diogaye Beye (Senegal, 1975)
Comédia / Duração: 14’
Sátira de uma juventude africana que desembarca no bairro de Saint Germain des Prés em Paris nos anos 70.

L'Envers du décor 
De Paulin Soumanou Vieyra (Senegal/França, 1981) Duração: 26’
Making-of sobre o trabalho de Ousmane Sembène, um dos maiores cineastas da África Negra, a partir das filmagens de Ceddo (1979).

Dem Dem
Direção coletiva (Senegal/Bélgica, 2017) Comédia / Duração: 25’
Matar, pescador senegalês, encontra o passaporte de um belga de origem africana no mar. Ele decide usá-lo e se ficar parecido com ele. Com o passar dos dias, a aparência do pescador muda. Ele se torna cada vez mais enigmático aos olhos da sua esposa Nafi.

Garibou 
De Seydou Cise (Mali, 2023) Comédia / Duração: 20’
Na praça do mercado de uma vila maliana, Baillo, um jovem "Garibou", mendiga todos os dias em nome do Moualim. À noite, o Moualim impõe o terror sobre os alunos de sua escola corânica. Para escapar dessa tirania, Baillo se refugia em seu imaginário. Mas quando seu irmão Sékou, com apenas 6 anos, é colocado também nas mãos do Moualim, nada pode mais afastá-lo da insuportável realidade de sua condição...

Mangata
De Maja Costa (Alemanha/Itália, 2023) Ficção Científica / Duração: 15’
Durante uma missão difícil na Lua, a jovem astronauta Alya faz um encontro que a ajuda a superar um evento traumático de seu passado.

O Espaço Expositivo II do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, recebe de 16 de março a 18 de abril de 2026 a exposição “Ecos Tridimensionais – Entre o Céu, a Pedra e a Memória”, do pesquisador Prof. Dr. Yu Tao. A entrada é gratuita e a visitação poderá ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

A mostra apresenta ao público parte da pesquisa desenvolvida sobre as gravuras rupestres do Costão do Santinho, um dos núcleos mais expressivos da chamada Tradição Litorânea Catarinense, que reúne 28 sítios arqueológicos no litoral do estado — 26 deles localizados em ilhas costeiras.

Entre os grafismos registrados destacam-se as chamadas “ampulhetas” do tipo J3, padrões geométricos recorrentes cuja repetição e posicionamento sugerem uma lógica interna ainda em estudo. A exposição convida o visitante a observar essas formas sob uma nova perspectiva, integrando fotografia artística, documentação digital e escaneamento 3D.

Além de evidenciar a diversidade geométrica das gravuras, o projeto também aborda os processos de degradação natural e a ação humana que ameaçam esse patrimônio. A documentação digital em alta resolução constitui uma ferramenta fundamental para a preservação e o estudo científico dessas marcas ancestrais.

“Ecos Tridimensionais” propõe um olhar contemporâneo sobre um patrimônio milenar, aproximando ciência, tecnologia e memória cultural, e reforçando a importância da valorização do patrimônio arqueológico de Santa Catarina.

Serviço:

O quê: Exposição “Ecos Tridimensionais – Entre o Céu, a Pedra e a Memória”
Visitação: de 16 de março a 18 de abril de 2026. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Local: Espaço Expositivo II do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada gratuita