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Com base na Portaria nº712, de 18 de setembro de 2020, da Secretaria de Estado da Saúde, que estabelece critérios para retorno gradual e monitorado do atendimento presencial em museus catarinense, a coordenação do Sistema Estadual de Museus de Santa Catarina (SEM/SC) organizou um material explicativo com os cuidados que devem ser tomados pelas instituições que desejarem voltar às atividades, quando possível.

:: Confira o material em PDF

O guia visa colaborar na disseminação de boas práticas aos profissionais e gestores de instituições museológicas catarinenses, no sentido de evitar a disseminação do novo coronavírus nestes espaços.

As liberações de reabertura dos museus levam em conta as Avaliações do Risco Potencial para a Covid-19 em todo o Estado e as determinações da portaria 658. Nas regiões que apresentarem Risco Potencial Gravíssimo (representado no mapa pela cor Vermelha) ou Risco Potencial Grave (cor laranja) continuam proibidas as realizações de eventos ou reabertura de museus.

:: Portaria 712 - Dispõe sobre as normal para funcionamento de museus em Santa Catarina

Na data em que se comemora o Dia Nacional do Patrimônio Histórico, 17 de agosto, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) lança o primeiro episódio da série de vídeos Histórias do Patrimônio. A produção, com cerca de 2min30s, pode ser conferida no canal de vídeos da FCC no YouTube ou na página da instituição no Facebook.

O objetivo da série é contar ao público, por meio de vídeos curtos, histórias e curiosidades sobre os Patrimônios que abrigam os espaços culturais administrados pela FCC. O primeiro episódio narra o misterioso incêndio que destruiu a antiga Alfândega de Florianópolis, que antecedeu a atual, onde funcionava a Galeria do Artesanato até seu fechamento para a reforma pela qual passa atualmente.

A iniciativa tem pesquisa do historiador e gerente de Patrimônio Cultural, Rodrigo Rosa, com produção e edição da Assessoria de Comunicação da FCC. Os episódios serão publicados todas as segundas-feiras.

Dia Nacional do Patrimônio*

O Dia Nacional do Patrimônio Histórico é uma homenagem ao historiador e jornalista mineiro Rodrigo Melo Franco de Andrade. A data foi criada em 1998, centenário de nascimento de Andrade, primeiro presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e grande defensor do Patrimônio Cultural Brasileiro.

Advogado, jornalista e escritor, Rodrigo Melo Franco de Andrade nasceu em Belo Horizonte (MG), em 17 de agosto de 1898, e foi contemporâneo de grandes nomes do cenário nacional, como Cândido Portinari, Manuel Bandeira e Mário de Andrade. Andrade foi redator-chefe e diretor da Revista do Brasil e, na política, chefe de gabinete de Francisco Campos, no Ministério da Educação e Saúde Pública, criado em 1930, no governo Getúlio Vargas.

Durante a gestão de Gustavo Capanema no Ministério da Educação e Saúde Pública (1934-1945), participou do grupo de artistas e intelectuais modernistas, quando se tornou o maior responsável pela consolidação jurídica do tema Patrimônio Cultural no Brasil e pela criação do Iphan, em 1937, tarefa que desempenhou até 1967. Seu legado se confunde com a trajetória da preservação do patrimônio cultural no País, a ponto de simbolizá-la. Rodrigo Melo Franco de Andrade faleceu no Rio de Janeiro, em 1969.

(*Fonte: http://cultura.gov.br/17-de-agosto-dia-nacional-do-patrimonio-historico/)

A gerente de Patrimônio Material da Fundação Catarinense de Cultura, a arquiteta Carolina Régis, é a convidada do vídeo mais recente publicado pelo projeto Arquitetura Neocolonial em Santa Catarina: do erudito ao popular. Carolina falou sobre os projetos e ações de inventariação e proteção do patrimônio neocolonial no Estado.

:: Assista ao vídeo

O canal do projeto na plataforma de vídeos YouTube tem o objetivo de divulgar o resultado das pesquisas e fomentar o debate com especialistas, professores universitários, estudantes que são membros da equipe, proprietários das residências pesquisadas e curiosos sobre o tema.

O projeto foi contemplado no Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultural, promovido pela FCC em 2019, com o objetivo de criar material técnico de referência para pesquisa e aprofundamento sobre o patrimônio arquitetônico neocolonial em Santa Catarina. A criação do canal busca, de forma criativa, compensar uma das contrapartidas sociais que havia sido prevista no projeto mas não foi possível cumprir devido à pandemia de Covid-19, a realização de um Seminário Técnico.

Arquitetura Neocolonial

O Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor), da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) publica, a partir de amanhã, uma nova videoaula com o tema higienização de ambientes. Recentemente o setor publicou uma série de vídeos sobre Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

A atividade é direcionada a profissionais que lidam diretamente com acervos em instituições públicas ou privadas.

O material, que será disponibilizado no canal da FCC no Youtube, está dividido em quatro partes. O objetivo é contribuir para a capacitação dos profissionais de museus, arquivos, memoriais e bibliotecas, a fim de melhorar os processos de conservação dos acervos catarinenses.

Em diversos momentos o Atecor desenvolveu atividades educativas para contribuir com a capacitação de profissionais conservadores-restauradores ao longo dos anos. "Como nesse momento não foi possível realizar aulas presenciais, a solução encontrada foi a criação de videoaulas. Foi entendido que o meio virtual é o mais adequado para continuar contribuindo para a qualificação profissional", explica a conservadora-restauradora do Atecor, Karen Kremer, autora do texto da videoaula.

Os técnicos do Atecor estão trabalhando remotamente e, em caso de dúvida, é possível buscar esclarecimentos pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

fortalezasO Comitê Técnico que conduz o processo de candidatura das fortalezas de Santo Antônio de Ratones e Santa Cruz de Anhatomirim a patrimônios mundiais reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco) está realizando uma pesquisa que busca a contribuição direta da sociedade. A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) é uma das entidades que compõem o Comitê, responsável pela condução do processo de candidatura das edificações localizadas em Florianópolis.

:: Clique aqui para responder ao questionário

A iniciativa visa explorar os usos adequados para os bens e atrativos, que resultem na qualificação aos espaços, sustentabilidade financeira e aumento no fluxo de visitantes. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina (Iphan-SC), coordenador do Comitê, a conservação, a manutenção e a integridade dos bens são condições indispensáveis para a boa gestão e requisitos levados em consideração pela Unesco para o reconhecimento como patrimônio mundial.

Esse primeiro questionário auxiliará na composição de um plano de negócios, para tornar ainda mais atrativo o acesso a estes bens culturais. A pesquisa tem o objetivo de identificar, entre outros pontos, que tipo de atração turística geraria maior interesse, o que deixaria os visitantes mais dispostos a permanecerem no local, qual a frequência de visitação, bem como se há interesse em outros tipos de lazer integrados às Fortalezas, além da musealização dos espaços. Todos aqueles que já conheceram esses bens, ou que gostariam de conhecer, podem participar da pesquisa até o dia 31 de julho.

Fortalezas

Tombadas pelo Iphan desde 1938, as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e de Santo Antônio de Ratones possuem arquiteturas monumentais e começaram a ser construídas em 1739 e 1740, respectivamente, sob o comando do primeiro governador da Capitania de Santa Catarina, o engenheiro e militar José da Silva Paes. Eram parte de um sistema projetado para defender a sede da Capitania contra as investidas estrangeiras Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones foram construídas em ilhas menores ajudando a formar um triângulo de fortes que protegia a entrada da Baía Norte, completado pelo Forte de São José da Ponta Grossa, que foi construído na própria Ilha de Santa Catarina.

As duas fortificações são compostas por diversas edificações que serviam aos diferentes usos da logística militar: lá estão baterias de canhões em terraplenos, quartel da tropa, casa do comandante, portada, paiol da pólvora, entre outras. A Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, a maior de todo o sistema defensivo, era o principal vértice deste triângulo e teve muitos usos, mesmo após o período colonial: serviu também como hospital, albergue, presídio e chegou a ser local de fuzilamento de revoltosos durante o governo de Floriano Peixoto.

Comitê Técnico Estadual de Santa Catarina

Instituído em setembro de 2018, o Comitê trabalha para estabelecer diretrizes, conceitos e demais ações para a elaboração do dossiê técnico referente às Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e de Santo Antônio de Ratones no âmbito da candidatura do Conjunto de Fortificações do Brasil a Patrimônio Cultural Mundial. O grupo já realizou mais de 15 encontros para discutir as etapas da candidatura e elaboração do documento técnico, o que resultou em diversas oficinas.

Candidatura a Patrimônio Mundial

Em 2016, o Iphan apresentou à Unesco a candidatura do Conjunto de Fortificações do Brasil a título de Patrimônio Mundial. São 19 bens, fortes e fortificações, construídos entre os séculos XVI e XIX, localizados em todas as regiões do país. Consistem em testemunhos do histórico esforço para a ocupação, defesa e integração do território nacional.

A expectativa é que o reconhecimento seja analisado pela Unesco em 2022, quando se espera que as construções defensivas do Brasil entrem na rota do turismo internacional.

Implantadas pelos europeus no Brasil, as fortificações tiveram origem em um processo de ocupação do território de modo particular, diferenciado das outras potências coloniais. Baseava-se em um esforço descentralizado, oriundo de ações dos próprios moradores das diferentes capitanias que formariam o Brasil, sem uma maior intervenção da metrópole. Isso resultou na construção de centenas de fortificações, espalhadas por todo o território nacional, edificadas para atender mais a interesses locais do que os da metrópole. O conjunto representa as construções defensivas implantadas no território nacional, nos pontos que serviram para definir as fronteiras marítimas e fluviais do país.


(Com informações do Iphan)