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A Fundação Catarinense de Cultura (FCC), por meio da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) realizou na noite desta quinta-feira (25), o Sarau Literomusical Viva Anita Garibaldi, no Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) - Palácio Cruz e Sousa. Recheado de emoção, o evento teve várias apresentações artísticas relacionadas com o tema Anita Garibaldi, entre as quais, do músico Rogério Guilherme, acompanhado de Roger Correa, e da cantora Vanere Rocha, que também integra o Grupo Guardiãs de Anita, de Laguna – outra atração da noite. Também participou a atriz Lize Souza, que interpretou a heroína de dois mundos, causando comoção na plateia.

Sem deixar de lado a literatura, sete escritoras fizeram leituras e declamações de textos e poesias: Raquel Conti, Sandra Lodetti, Ana Esther Balbão Pithan, Nerivalda Duarte de Sousa, Edla Zin, Nelma Baldin e Soeli Menezes. A parte da dança foi realizada pelo Coletivo Anita Garibaldi de Garopaba, que apresentou a dança de roda Saia Temática Uma Rosa para Anita.

No espaço onde o Sarau foi realizado, havia uma vitrine com livros sobre Anita Garibaldi, um varal literário com os textos vencedores do Concurso Literário, desenhos de alunos da Escolinha de Artes da FCC e de estudantes da Academia de Belas Artes de Roma.

A data escolhida para o Sarau, 25 de novembro, é um dos dias de Santa Catarina e Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher.

Ano de Anita

Essa programação integra o Ano Comemorativo do Bicentenário de Nascimento de Anita Garibaldi, instituído por meio de decreto. Desde 2019, a FCC vem trabalhando na organização de atividades para 2021 junto à Comissão Estadual Comemorativa ao Bicentenário de Anita Garibaldi. Tal Comissão foi instituída por meio da Portaria FCC nº 39/2019, e tem o objetivo de promover e difundir a história da heroína catarinense. O grupo é composto por diversos órgãos públicos, como Secretarias de Estado e prefeituras, além de entidades públicas e privadas, como Instituto CulturAnita, de Laguna e, na Itália, os parceiros Museu e Biblioteca Renzi, Instituto Garibaldi Da Vinci e Associação Nacional dos Veteranos Garibaldinos.

Fechado há mais de dez anos, o Laboratório de Conservação, Restauração e Encadernação (LACRE) da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) retomou suas atividades na última semana, tendo em vista o elevado número de jornais que aguardam e necessitam do trabalho para sua manutenção. A instituição guarda em seus acervos a Coleção de Jornais Catarinenses dos Séculos XIX, XX e XXI, consolidada como patrimônio cultural de natureza material, sendo atribuição do Estado garantir a preservação deste valioso conjunto, de importância vital para a memória documental bibliográfica e de valor inestimável para a identidade e a história da coletividade.

O acervo de jornais cresce diariamente e, por determinação técnica, necessita ser acondicionado em condições adequadas, tais como capas duras revestidas de tecido ou vulcapel e costuradas, o que proporcionará as condições ideais para a manipulação segura dos originais pelos pesquisadores que procuram a Biblioteca. Dessa forma, garante-se a durabilidade e a longevidade dos documentos. Além disso, há ainda a necessidade de reencadernar e restaurar um número expressivo de jornais raros dos séculos XIX e XX desta que configura a maior e mais completa coleção de jornais regionalizados de Santa Catarina e uma das maiores do Brasil. O trabalho possibilitará a desinterdição deste material que, por medida de segurança, atualmente não pode ser utilizado nas pesquisas.

Com a reativação do LACRE, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), administradora da BPSC, cumpre o que preconiza a Constituição da República Federativa do Brasil e a
Carta Magna de Santa Catarina no sentido de proteger este patrimônio para as gerações atuais e futuras.

No próximo dia 18 será realizada a terceira edição do projeto “Roda de Conversa Mulheres Catarinenses na Literatura”, idealizado pela Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC). A temática será Mulheres Catarinenses na Literatura - Bicentenário de Anita Garibaldi e o encontro terá a participação das escritoras/pesquisadoras Nelma Baldin, Edla Zim, Lélia Pereira Nunes e Maria Aparecida Ramos Dias, com mediação da jornalista Renata Marques De Avellar Dal-Bó.

O objetivo é conhecer o que as escritoras catarinenses pesquisaram, escreveram e promoveram durante o bicentenário de nascimento de Anita Garibaldi, valorizando a memória da heroína, sem deixar de lado o incentivo à leitura, à escrita e à pesquisa. O encontro será transmitido de forma virtual, às 16h.

Conheça as participantes:

Maria Aparecida Ramos Dias: é arte educadora, professora de filosofia e escritora. Especialista em Pedagogia da Arte (UFRGS), com Graduação em Filosofia e Licenciatura Curta em História (Unisinos), formação em Magistério, Teatro e Yoga. Membro do Coletivo Anita Garibaldi de Garopaba, da ALBSC e do Núcleo de Contadores de Histórias – SeccionalGaropaba. Atua como feminista e ativista cultural em diversos estados e países.

Renata Marques De Avellar Dal-Bó (escritora e mediadora da roda): é jornalista e escritora. Doutoranda em Ciências da Linguagem pela Unisul. Há nove anos possui uma coluna semanal de crônicas no Jornal Diário do Sul e há cinco, apresenta o programa Bate-Papo Literário na UNITVSC.É presidente-coordenadora da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB) – coordenadoria de Santa Catarina, membro e Assessora Cultural da Academia Tubaronense de Letras (Acatul) e Membro fundador no Núcleo Acadêmico Italiano diScienze, Lettere e Arti (NAISLA).

Edla Zim: é natural de Tubarão (SC), cidade onde vive. Possui formação acadêmica em Relações Públicas, Comunicação Social - Habilitação em Publicidade e Propaganda e Administração e é pós-graduada em Gestão Empresarial e Recursos Humanos. Atua como palestrante motivacional na área comportamental. Cronista no instagram da CliqueRH e membro da AJEB-SC – Associação das Jornalistas e Escritoras - coordenadoria de SC. Atualmente estuda Escrita Criativa e literatura infantil. Participou de diversas coletâneas e é autora de quatro obras de Literatura infantojuvenil.

Nelma Baldin: possui mestrado em História também pela Universidade Federal de Santa Catarina - na área de História do Brasil - Relações Internacionais e Doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Tem Pós-Doutorado na Università Degli Studi di Bologna (Italia), na Università Degli Studi di Roma "La Sapienza" e na Universidade de Coimbra (Portugal|). Professora da UFSC nos Cursos de Graduação em História e Mestrado em Educação e Professora dos cursos de Mestrado em Educação e Mestrado e Doutorado em Saúde e Meio Ambiente da Univille – Campus Joinville. Secretária Geral do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC), publicou 5 (cinco) livros solo e 12 (doze) livros em co-autoria e organizou seis livros e Coletâneas além de capítulos de livros e mais de 30 artigos publicados em Revistas nacionais e internacionais.

Lélia Pereira da Silva Nunes: é brasileira, de Tubarão (SC). Cidadã Honorária de Florianópolis, onde reside desde 1970. Socióloga, investigadora, escritora, professora da Universidade Federal de Santa Catarina. Presidiu entre 1997 e 2004 a Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes. É doutoranda em Literaturas e Culturas Insulares (Universidades da Madeira). Titular da Cadeira 26 da Academia Catarinense de Letras, ocupa o cargo de Secretária Geral. Emérita do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina. Há cinco décadas dedica-se à Cultura Catarinense, em particular à cultura tradicional açoriana no Sul do Brasil e nos Açores. Divide-se entre a escrita livre (crônica) e o ensaio. Publicou recentemente Corpo de Ilhas, 2ª edição de Na esquina das Ilhas, Pedra de Toque e a 4ª edição de Caminhos do Divino, um olhar sobre o Espírito Santo em Santa Catarina. É colaboradora nos jornais Diário dos Açores (PDL), Portuguese Times e Tribuna Portuguesa (USA), no Luso Presse (Ca) e no Notícias do Dia (Florianópolis). Coordena o Blog Comunidades da RTP Açores desde 2008. Integra o Conselho Consultivo da Bruma Publications, do Portuguese Beyond Borders Institute (PBB), U.E.da Califórnia e é Vice Presidente do Conselho Municipal de Educação de Florianópolis.

 

Ano de Anita

Essa programação integra o Ano Comemorativo do Bicentenário de Nascimento de Anita Garibaldi, instituído por meio de decreto. Desde 2019, a FCC vem trabalhando na organização de atividades para 2021 junto à Comissão Estadual Comemorativa ao Bicentenário de Anita Garibaldi. Tal Comissão foi instituída por meio da Portaria FCC nº 39/2019, e tem o objetivo de promover e difundir a história da heroína catarinense. O grupo é composto por diversos órgãos públicos, como Secretarias de Estado e prefeituras, além de entidades públicas e privadas. O calendário internacional das comemorações, onde estão inseridas ações de todos os entes que compõem o grupo, vem sendo organizado pelo Instituto CulturAnita, de Laguna; e, na Itália, pelos parceiros Museu e Biblioteca Renzi, Instituto Garibaldi Da Vinci e Associação Nacional dos Veteranos Garibaldinos.

Serviço:
O quê: Roda de Conversa “Mulheres Catarinenses na Literatura - Bicentenário de Anita Garibaldi"
Quando: 18 de novembro de 2021 (quarta-feira), às 16h.
Transmissão pelo canal de vídeos da FCC no YouTube: HTTPS://www.youtube.com/user/ImprensaFCC

A sexta edição do projeto “Roda de Conversa”, idealizado pela Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC), será no dia 10 de novembro, às 18h30, em formato virtual. Desta vez, a temática será “Antonieta de Barros e lldefonso Juvenal: narrativas sobre as negras e os negros na historiografia catarinense”. O encontro terá como convidados o historiador/pesquisador Fábio Garcia e a professora/pesquisadora Jeruse Romão, com o bibliotecário Alzemi Machado na mediação dos trabalhos.

O mês de novembro é marcado pelas comemorações do Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, data de morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, personalidade que dedicou a sua vida lutando contra a escravatura no Brasil. Racismo é um grande problema da sociedade e, cada vez mais, ações para combatê-lo se fazem necessárias. E uma das ações afirmativas que surgiram por meio da luta dos movimentos negros no Brasil foi o Dia da Consciência Negra.

Em Santa Catarina, as primeiras lutas associativas de combate contra o racismo iniciam-se por volta da década de 1920, com a fundação dos clubes recreativos e literários em diversas cidades (Florianópolis, Lages, Itajaí, Tijucas, Laguna, Joinville), criados como espaços de socialização e debates em torno da causa, numa época em que os negros e as negras eram impedidos de frequentar as instituições cujos integrantes e dirigentes eram brancos.

Diversos intelectuais e ativistas negros estavam à frente deste processo de luta e discussão acerca do racismo institucionalizado, com destaque para o militar Ildefonso Juvenal, fundador do Centro Cívico e Recreativo José Boiteux (considerado o primeiro negro com formação superior em SC), a professora e jornalista Antonieta de Barros, primeira deputada negra no Brasil, os escritores João Rosa Júnior e Trajano Margarida, as destacadas educadoras Leonor de Barros e Olga Brasil, bem como Abdon Batista, que ocupou os cargos de prefeito, deputado, senador e governador, Heráclito Ribeiro, desembargador do Tribunal de Justiça, Amália Efigênia da Silva, o sindicalista Alfredo Firmino Rosa, o poeta simbolista Cruz e Sousa e tantas outras personalidades que impulsionaram e deram grandes contribuições nos campos da cultura, arte, educação, imprensa, política e nas diversas áreas da vida social barriga-verde, consolidando-se como protagonistas e marcando presença na historiografia de Santa Catarina.

Sobre os participantes:

JERUSE ROMÃO: Nascida em Florianópolis em 1960, é professora graduada em Pedagogia. Ativista do movimento negro e pesquisadora popular, publicou dezenas de artigos cem revistas científicas, palestras, cursos e autora e co-autora de livros versando sobre às políticas afirmativas para negros e negras no Brasil, entre os quais: “As ideias racistas, o negro e a educação”(1997),“Por uma educação que promova a auto-estima da criança negra”(1999), “História da educação do negro e outras histórias” (2005), “A África está em nós” (2010), “Africanidades Catarinenses” (2008). Em 2021, publicou a biografia da professora, deputada e jornalista Antonieta de Barros.
FÁBIO GARCIA: Graduado em História, mestre em Educação e doutorando em Educação (UFSC). Editor da Editora Cruz e Sousa e membro do Conselho Editorial da Revista Raça. É organizador dos livros: "João Rosa Júnior: poeta d'alma" (2020), "Ildefonso Juvenal da Silva: um memorialista negro no Sul do Brasil" (2019) - livro finalista do Prêmio Jabuti de Literatura/2020, “Política Cultural de Florianópolis: legislação, Plano Municipal de Cultura, Gestão e Equipamentos Culturais” (2017), “Diversidade e educação para as relações étnico-raciais” (2011), “Africanidades Catarinenses” (2008) e “Negras pretensões” (2007).
ALZEMI MACHADO (mediador): bibliotecário (BPSC/FCC) e mestre em Educação e Cultura. É coordenador técnico da Hemeroteca Digital Catarinense e conselheiro estadual de Cultura.

Serviço:
O quê: Roda de Conversa “Antonieta de Barros e lldefonso Juvenal: narrativas sobre as negras e os negros na historiografia catarinense”.
Quando: 10 de novembro de 2021 (quarta-feira), às 18h30.
Transmissão pelo canal de vídeos da FCC no YouTube: HTTPS://www.youtube.com/user/ImprensaFCC

 

O atendimento presencial voltado aos pesquisadores no Setor de Santa Catarina e Obras Raras (3º andar) está ocorrendo mediante agendamento, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 12h às 18h45. O serviço é voltado para pesquisas no acervo não digitalizado do Setor de Santa Catarina e Obras Raras. Os materiais já digitalizados estão disponíveis na Hemeroteca Digital Catarinense http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/.

O serviço é voltado para pesquisas no acervo que ainda não foi digitalizado (Setor de Santa Catarina e Obras Raras). Para materiais já digitalizados, a Biblioteca disponibiliza a Hemeroteca Digital Catarinense http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/

Para o agendamento presencial, é necessário preencher o formulário abaixo para que a equipe da Biblioteca entre em contato com os interessados. A confirmação será enviada em até 48 horas, para o e-mail cadastrado no formulário, com os dias, horários e responsáveis pelo atendimento.

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Também é possível acessar o formulário por meio do seguinte QR Code:

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Importante:

É obrigatório o uso correto de máscara durante a permanência no espaço da Biblioteca.  

Para o manuseio de jornais e obras raras é obrigatório a utilização de luvas, e estas devem ser trazidas pelo pesquisador (a Biblioteca não fornecerá estes equipamentos aos pesquisadores). 

Os horários de agendamento contemplam duas pessoas por turno (matutino e vespertino), garantindo a segurança dos usuários e da equipe técnica em relação ao Covid-19.

O acervo manuseado pelos pesquisadores será mantido em quarentena por 05 dias corridos após o uso.

A equipe está disponível para mais informações pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..