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A Sala Lindolf Bell I, no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe no dia 10 de dezembro, às 19h, o lançamento do catálogo "Moradia Digna", de autoria da artista visual Maria Esmênia. O trabalho mostra a exposição do mesmo nome, ocorrida nas salas Lindolf Bell I e II, do CIC, em setembro de 2023.

A exposição, e agora o catálogo, propõem uma reflexão sobre a falta de moradia digna, problema que afeta bilhões de pessoas ao redor do mundo. Alguns sem moradia e outros morando em locais que ferem a dignidade do ser humano.

Em séries, a artista fala da invisibilidade das pessoas em situação de rua, verdadeiros fantasmas: ninguém vê, ninguém sabe suas origens; fala do não pertencimento e consequentemente da falta de condições de saúde, de alimentação, de educação e suas consequências; enfim, fala de uma multidão de indivíduos que passarão pelo mundo sem vivê-lo. 

Aquarelas, colagens, panôs bordados, livros de artista , instalações, estatísticas, e pesquisas são recursos usados pela artista para jogar luz sobre este problema social. A curadoria da exposição e coordenação do catálogo é da artista Meg Tomio Roussenq.

A proposta é executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.

Serviço: Lançamento do Catálogo Moradia Digna
Data: 10 de dezembro de 2025
Horário: 19h
Local: Sala Lindolf Bell I (Centro Integrado de Cultura – CIC)
Endereço: Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica, Florianópolis/SC

Com abertura no dia 2 de dezembro, às 18h, e visitação até 16 de janeiro de 2026, as Salas Lindolf Bell 1 e 2 recebem a exposição Liquid Lands. A mostra de Ari de Goes e Simonida Filipova, com a participação especial do Artista Blagojco Dimitrov, propõe um diálogo entre paisagens, culturas e estados interiores.

As obras propõem uma reflexão sobre a fluidez das paisagens e das experiências humanas como metáfora do processo criativo, por meio de pinturas e instalações que exploram o diálogo entre diferentes culturas e linguagens visuais, destacando a arte como território de encontro e transformação.

Criada originalmente a partir da colaboração entre os dois artistas — um encontro entre Macedônia e Itália/Brasil — a exposição se consolida como um projeto itinerante, que percorre diferentes países reunindo olhares distintos sob o mesmo conceito: a travessia entre o visível e o invisível, entre a matéria e a emoção.

Ari de Goes apresenta registros em materiais à base d’água sobre papel, revelando o instante anterior à forma — um território em que o pensamento e a matéria se encontram. Simonida Filipova, reconhecida por sua linguagem vibrante e gestual, cria composições que expressam a energia e a intensidade de suas experiências culturais.

Nesta edição, o artista convidado Blagojko Dimitrov, macedônio radicado no Brasil, amplia o diálogo com instalações que unem leveza, cor e movimento, estendendo a fluidez das obras ao espaço expositivo e ao corpo do espectador.

Mais do que uma exposição de pintura e instalação, Liquid Lands propõe uma travessia estética e simbólica entre paisagens, culturas e estados interiores.

Sobre os artistas

Ari de Goes, ítalo-brasileiro radicado na Emília-Romanha, Itália, é artista visual e mentor em arte e criatividade. Em Liquid Lands, apresenta o processo criativo que dá origem às suas aquarelas, explorando materiais à base d’água em composições que traduzem estados contemplativos.

Simonida Filipova é artista visual nascida na Macedônia, com carreira consolidada internacionalmente. Sua obra, marcada pela gestualidade e pelo uso expressivo da cor, reflete experiências de viagem e o diálogo entre culturas.

Blagojko Dimitrov, macedônio radicado no Brasil desde 1993, é artista e educador. Sua obra explora temas ligados à condição humana e à memória, utilizando cores intensas e gestos expressivos em pintura e instalação.

De 24 a 30 de novembro, as salas Lindolf Bell e a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), receberão o evento Loucos por Arte 2025. O evento une criação artística, cuidado e participação social.

A exposição apresenta trabalhos produzidos pelos participantes das Terapias Sociais do Hospital da Polícia Militar, do Consultório Noronha (Florianópolis) e do Recanto Silvestre (Biguaçu). Cada obra nasce de processos terapêuticos reais e carrega histórias de superação, presença e expressão pessoal.

Ao longo da semana, o público poderá acompanhar oficinas abertas, intervenções artísticas, rodas de conversa e atividades que aproximam visitantes das experiências dos artistas-participantes. A proposta é fortalecer o diálogo sobre saúde mental e reduzir o estigma que ainda existe.

Neste ano, não haverá palestra de abertura. A programação inicia com uma atividade interna destinada exclusivamente aos usuários dos serviços participantes.

O destaque da semana acontece no dia 26/11, com um grande debate sobre “Música como forma de integração social”, organizado em parceria com a Assistência Social. A mesa reunirá profissionais convidados, músicos e terapeutas, trazendo diferentes olhares sobre o papel da música na criação de vínculos e na participação comunitária.

No dia 28 e 29 de novembro, sexta e sábado respectivamente, a Sala Multimídia do MIS/SC será palco de apresentações de música e dança, formas de expressão de pacientes e convidados do evento, elaborando o tema da Saúde Mental.

O Loucos por Arte é um evento sem fins lucrativos, realizado com recursos próprios e apoio da Lei de Incentivo. A intenção é ampliar o acesso à cultura, reconhecer o potencial criativo de pessoas em sofrimento psíquico e mostrar como a arte pode ser uma grande aliada no cuidado, no pertencimento e nas relações.

A programação completa está no site www.abe.org.br e na página do Instagram @aterapiasocial.

Nos dias 12 e 13 de novembro, o Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, recebe a 4ª Mostra Laboral, promovida pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI). A iniciativa busca aprofundar o diálogo entre a sociedade e o sistema prisional, destacando o trabalho como ferramenta essencial de transformação e reintegração social.

Durante o evento, o público poderá conhecer de perto os produtos confeccionados por pessoas privadas de liberdade nas unidades prisionais do Estado. A programação inclui rodas de conversa com empresas conveniadas e autoridades, além de um seminário com painéis temáticos.

Os debates vão tratar de boas práticas, políticas públicas e estratégias que unem educação, saúde e empregabilidade, fortalecendo o trabalho como ferramenta de transformação no sistema prisional.

Referência nacional, Santa Catarina se destaca por ter 33% da população carcerária envolvida em atividades laborais, o que representa mais de 9,5 mil pessoas privadas de liberdade trabalhando em todo o Estado — sendo 7,9 mil em atividades internas e 1,6 mil em frentes externas. Atualmente, o sistema prisional catarinense mantém 217 parcerias laborais ativas, entre empresas privadas, prefeituras e outros órgãos públicos. Somente em 2025, já foram firmados 51 novos termos de parceria, com 14 municípios, 13 empresas externas e 24 empresas que atuam dentro das unidades prisionais.

Além disso, 33 editais de contratação de mão de obra prisional já foram abertos neste ano, beneficiando 2.904 custodiados, e outros oito editais — com potencial para incluir mais 877 pessoas — estão em fase de publicação. Os números reforçam o compromisso do Estado em ampliar oportunidades e fortalecer políticas públicas de ressocialização por meio do trabalho.

“A Mostra Laboral é uma oportunidade de mostrar à sociedade o quanto o trabalho transforma vidas e ressignifica histórias dentro e fora do sistema prisional. Nosso propósito é fortalecer esse elo entre o poder público, a iniciativa privada e a comunidade, ampliando as oportunidades para que mais pessoas possam reconstruir seus caminhos por meio do trabalho”, destacou a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva.

Durante o evento, o governador do Estado, Jorginho Mello, assinará o termo de criação da Conta Pecúlio, que permitirá que os internos que trabalham nas unidades prisionais de Santa Catarina passem a receber sua remuneração em contas bancárias individuais. A mudança traz mais transparência, agilidade e responsabilidade no uso dos recursos, fortalecendo o processo de ressocialização e valorização do trabalho prisional.

A partir deste mês, as pessoas privadas de liberdade que exercem atividades laborais nas unidades prisionais passarão a receber sua remuneração por meio de conta bancária individual, aberta em instituição financeira conveniada. A iniciativa representa um avanço significativo na modernização da administração prisional e na promoção da autonomia financeira e social dos apenados, permitindo maior transparência no controle dos valores e facilitando o acesso a informações sobre os depósitos realizados.

Até então, o pagamento era feito de forma centralizada, exigindo repasses internos e controles manuais. Com a criação das contas individuais, o sistema passa a operar de forma mais segura, ágil e rastreável, beneficiando tanto os internos quanto a gestão pública. Além de garantir o direito ao recebimento da remuneração prevista em lei, o novo modelo incentiva a responsabilidade e o planejamento financeiro, uma vez que o preso passa a administrar diretamente os recursos provenientes do próprio trabalho.

Trabalho que reintegra. Trabalho que constrói novas histórias.

Serviço: 

Local: Centro Integrado de Cultura (CIC), Florianópolis
Data: 12 e 13 de novembro às 9h
Programação: exposição de produtos, rodas de conversa e seminário temático sobre trabalho prisional

Aos 91 anos, a artista plástica Miryam Pchara traz pela primeira vez a Florianópolis uma mostra inédita que celebra a força e a liberdade do feminino. Intitulada “Nós, Mulheres”, a exposição reúne 48 aquarelas sobre papel e seis esculturas em bronze, todas oriundas do acervo pessoal da artista, e ficará aberta de 23 de setembro, às 19h, até 19 de outubro, na Sala Lindolf Bell 1 do Centro Integrado de Cultura (CIC). A visitação é gratuita e poderá ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

O tema central da mostra é a mulher em estado livre, um convite à reflexão sobre a importância do feminino na sociedade contemporânea e nas gerações futuras. A produção de Miryam, marcada por sensibilidade, técnica refinada e forte presença poética, reafirma sua trajetória como uma das vozes artísticas que unem tradição e atemporalidade.

Ao longo de sua trajetória, a artista tem mostrado que o feminino e o corpo não são apenas inspiração estética, mas também espaços de resistência e transformação. Esse debate continua atual: a mulher e sua imagem seguem no centro de discussões sociais, políticas e culturais. Suas obras evocam tanto delicadeza quanto força, questionando padrões e libertando simbolicamente o olhar sobre o feminino.

Miryam Pchara iniciou sua trajetória artística nos anos 1950, explorando desenho, aquarela, escultura e fotografia. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, consolidando-se como uma artista de olhar sensível e inovador.

Entre seus reconhecimentos, destacam-se o Prêmio Medalha de Ouro – Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba (1960); o Prêmio Menção Honrosa – Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1962); exposição no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Porto Alegre; e exposição na Bienal Internacional de São Paulo (participações em edições coletivas).

Serviço:

O quê: Exposição “Nós, Mulheres”
Artista: Miryam Pchara
Abertura: 26 de setembro de 2025, às 19h.
Visitação: até 19 de outubro de 2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Local: Sala Lindolf Bell 1 – No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada gratuita