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Aos 91 anos, a artista plástica Miryam Pchara traz pela primeira vez a Florianópolis uma mostra inédita que celebra a força e a liberdade do feminino. Intitulada “Nós, Mulheres”, a exposição reúne 48 aquarelas sobre papel e seis esculturas em bronze, todas oriundas do acervo pessoal da artista, e ficará aberta de 23 de setembro, às 19h, até 19 de outubro, na Sala Lindolf Bell 1 do Centro Integrado de Cultura (CIC). A visitação é gratuita e poderá ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

O tema central da mostra é a mulher em estado livre, um convite à reflexão sobre a importância do feminino na sociedade contemporânea e nas gerações futuras. A produção de Miryam, marcada por sensibilidade, técnica refinada e forte presença poética, reafirma sua trajetória como uma das vozes artísticas que unem tradição e atemporalidade.

Ao longo de sua trajetória, a artista tem mostrado que o feminino e o corpo não são apenas inspiração estética, mas também espaços de resistência e transformação. Esse debate continua atual: a mulher e sua imagem seguem no centro de discussões sociais, políticas e culturais. Suas obras evocam tanto delicadeza quanto força, questionando padrões e libertando simbolicamente o olhar sobre o feminino.

Miryam Pchara iniciou sua trajetória artística nos anos 1950, explorando desenho, aquarela, escultura e fotografia. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, consolidando-se como uma artista de olhar sensível e inovador.

Entre seus reconhecimentos, destacam-se o Prêmio Medalha de Ouro – Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba (1960); o Prêmio Menção Honrosa – Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1962); exposição no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Porto Alegre; e exposição na Bienal Internacional de São Paulo (participações em edições coletivas).

Serviço:

O quê: Exposição “Nós, Mulheres”
Artista: Miryam Pchara
Abertura: 26 de setembro de 2025, às 19h.
Visitação: até 19 de outubro de 2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Local: Sala Lindolf Bell 1 – No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada gratuita

A Sala Lindolf Bell 2 do Centro Integrado de Cultura (CIC) recebe, entre os dias 27 de setembro e 16 de outubro de 2025, a Mostra "Dislexia: Quando Arte", um evento internacional em sua 6ª edição, que reúne 33 artistas de 12 países (África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Espanha, Inglaterra, Irlanda, México, Nigéria, Noruega e Portugal), com foco na diversidade das expressões artísticas e na valorização da neurodivergência como potência criativa. 

A edição de 2025 traz como tema a palavra “Engenhocas”, celebrando as invenções visuais, poéticas e sensoriais que nascem das diferenças. A mostra convida o público a mergulhar em obras que propõem outras formas de pensar, construir, expressar e comunicar — desafiando os padrões normativos da linguagem e da arte.

Além da exposição, a programação inclui oficinas criativas, sessões de cine-debate, experiência cênica e atividades interativas, distribuídas ao longo das três semanas de evento. A abertura da mostra acontece na sexta-feira, 27 de setembro, com performance de live painting pelo artista Lesse Pierre, às 19h.

Destaques da programação

Oficinas Criativas

  • 30/09 (terça): Oficina de Criatividade com Alemão Art : Grafite, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC), das 18h às 20h

  • 07/10 (terça): Oficina de Criatividade com Lesse Pierre: Leva Tinta!, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC), 18h às 20h

  • 14/10 (terça): Oficina de Criatividade com Wós Rodrigues: Reciclando com Arte, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC), 18h às 20h

Oficina: Teatro Infantil 

  • 11/10 (sábado): Parlenda, com Paula Gotelip – 16h, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC)
    Uma vivência cênica voltada ao público infantil, que parte da relação lúdica entre atriz e crianças. A obra convida os pequenos a embarcar em uma jornada sensível por memórias da infância e experiências com a dislexia, ativando o corpo, a escuta e a imaginação.

 Mostra Audiovisual

  • 02/10 (quinta): Exibição do filme Corpo sem Limites: Desmascarando o Processo (Título original: Boundless Body: Unmasking the Process), de Elizabeth Arifien, seguida de roda de conversa sobre arte e dislexia com Nadine Heisler e Luiza Guerreiro – 19h, na Sala Multimídia do MIS/SC

  • 09/10 (quinta): Exibição do filme MiCal, de Yewweng Ho, seguida de bate-papo sobre educação e dislexia, com Sabrina Barros e Fernanda Arruda – 19h, na Sala Multimídia MIS/SC

  • 16/10 (quinta): Exibição do filme Nômade, de Liz Reis, seguida de bate-papo sobre música e dislexia, com Renato Godá e Nadine Heisler – 19h, na Sala Multimídia MIS/SC 

Todas as atividades da mostra são gratuitas, incluindo sessões de cine-debate, oficinas artísticas e de teatro com crianças. Para garantir vaga nas atividades, é necessário apenas realizar a retirada antecipada de ingressos pelo Sympla.

A Mostra Dislexia: Quando Arte 2025 propõe ampliar a percepção sobre a dislexia e outras neurodivergências como formas legítimas de ver e transformar o mundo. O evento conta com a realização do Instituto Domlexia, organização que atua na promoção da educação inclusiva e na valorização da neurodivergência como força social.

A partir de 29 de agosto, às 19h, a Sala Lindolf Bell II do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, transforma-se em território de memória, dor e beleza com a exposição inédita “Ônus da Redenção”, do artista João Salem. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. 

A mostra reúne esculturas hiper-realistas, vídeos, fotografias e objetos que encaram de frente os conflitos invisíveis, aqueles que não deixam medalhas, apenas marcas. Autista diagnosticado com nível 1 de suporte, Salem canaliza sua vivência em obras que não pedem respostas, mas provocam perguntas. “Durante anos, vivi com comorbidades que só agora, com tratamento psicológico e medicação adequada, começaram a fazer sentido. A arte me ajuda a entender e a elaborar tudo isso”, afirma o artista.

Com curadoria de Letícia Novelletto e co-curadoria de Caelan Noir, “Ônus da Redenção” propõe uma reflexão sobre o preço que se paga em batalhas, sejam internas ou externas, nas quais não há vitoriosos. “Não existe absolutamente nada que justifique uma guerra”, destaca Salem.

A exposição é resultado de meses de trabalho e apresenta oito esculturas hiper-realistas, além de vídeos, fotografias e objetos que compõem uma narrativa sensível e provocadora. Ao longo do período expositivo, novas peças do artista serão incorporadas à mostra. As obras terão audiodescrição e, no evento de abertura, bem como na roda de conversa, programada para o dia 16 de setembro, a partir das 16h, haverá intérprete de Libras.

Salem revela que, além do silicone e da resina, cerca de 90% das peças são confeccionadas com materiais reciclados e reaproveitados. “Uso tudo o que vejo potencial artístico: restos de metal como panelas e talheres, pedaços de madeira, de cabos de vassoura a pequenos troncos e tábuas, retalhos de tecido, papelão, coadores de café, objetos plásticos, isopor de embalagens, entre outros elementos que, ao meu olhar, converse com a obra, é utilizado”, compartilha o artista.

Esta é a primeira vez que João Salem expõe no CIC, e a escolha do espaço reforça a potência do projeto. “Minha expectativa é que eu consiga transmitir uma reflexão com relação ao tema e que apreciem meu tipo de arte. O espaço sem dúvidas é o melhor para o momento”, comenta o artista que está cursando a primeira fase do curso de licenciatura em História na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).

Com produção executiva da Mr. Sun Cultural, assistência de Gabriela Marques, design de Pedro Sertã e montagem por Carlos Massari, “Ônus da Redenção” poderá ser visitada até 23 de setembro de 2025. Proposta executada pelo Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Fundação Catarinense de Cultura, com recursos do Governo Federal e da Política Nacional Aldir Blanc.

Sobre o artista

Residente em Florianópolis, diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista), João Carlos Salem é uma figura singular na escultura hiper-realista brasileira. Com mais de 35 anos de prática, ele transcende sua origem profissional, para explorar o potencial da escultura como meio de representação humanística e histórica. Autodidata, desenvolveu um refinamento técnico incomum ao longo de décadas, fundindo precisão anatômica a uma sensibilidade crua.

Inspirado por mestres do hiper-realismo como Ron Mueck e Jamie Salmon, seu trabalho, porém, carrega uma assinatura própria: a capacidade de congelar não apenas formas, mas narrativas. Suas peças, por vezes perturbadoras, funcionam como espelhos da condição humana — expondo fragilidades, violências e paradoxos históricos com uma intensidade que vai além do visual. Em suas mãos, resinas, silicones e pigmentos convertem-se em metáforas de carne e memória, convidando o espectador a confrontar o que a história tenta esquecer.

O que é hiper-realismo?

Obras hiper-realistas reproduzem detalhes minuciosos da realidade, capturando texturas, luzes, reflexos e expressões com precisão impressionante, fazendo com que o resultado pareça quase uma fotografia ou até mais real do que a própria imagem capturada. Esse estilo busca não só a reprodução fiel da aparência externa, mas também transmitir emoções, atmosferas e narrativas profundas, revelando camadas escondidas da experiência humana. 

 

A primeira exposição individual do artista plástico Wagner Kuroiwa em solo catarinense acaba de ser prorrogada devido ao grande sucesso de público e repercussão. Intitulada “Menor que meu sonho, não posso ser”, a mostra segue em cartaz na Sala Lindolf Bell II do Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, agora até o dia 25 de agosto. Parte da exposição permanecerá em exibição na Sala Lindolf Bell I até 7 de setembro, integrando a programação oficial das comemorações dos 130 anos da amizade entre Brasil e Japão. Após breve pausa, a exposição será reaberta ao público no dia 8 de agosto, às 19h30, com a presença do artista.

Aberta oficialmente em 4 de julho, a mostra reúne 32 obras inéditas que exploram diversas técnicas e temáticas. Entre os destaques está uma impressionante obra de grandes dimensões (3,5 m x 2,1 m), feita com cerca de 100 radiografias soldadas, pintadas com verniz vitral e giz pastel, formando a imagem de Cristo.

Outras seis obras combinam bordado sobre tela com pintura acrílica, revelando a experimentação característica do artista. Três peças foram entalhadas em madeira, com múltiplos desenhos aplicados sobre o mesmo suporte. A exposição inclui ainda trabalhos em giz pastel e acrílica sobre tela, demonstrando a versatilidade de Kuroiwa.

Parte das obras também dialoga com temas e paisagens de Florianópolis e região, como pássaros locais, como o Socó, e pontos turísticos emblemáticos, como o Morro das Pedras, Itaguaçu, Centro Histórico de São José, Figueira da Praça XV e a Ponte Hercílio Luz.

Conhecido por suas cores vibrantes e riqueza de detalhes, Kuroiwa utiliza um minucioso emaranhado a bico de pena para compor suas obras. Seus trabalhos integram acervos de importantes pinacotecas e estão presentes em coleções de mais de 25 países.

 

Serviço:

O quê: Exposição “Menor que meu sonho, não posso ser”
Artista: Wagner Kuroiwa
Local: Sala Lindolf Bell I e II - No Centro Integrado de Cultura (CIC) 
Reabertura: 8 de agosto, às 19h30, com presença do artista.
Visitação: até 25 de agosto (Sala II) / até 7 de setembro (Sala I). De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Entrada gratuita

De 8 de agosto a 7 de setembro de 2025, a Sala Lindolf Bell 1, no Centro Integrado de Cultura (CIC), sediará a exposição "縁 – Em - Laços de Amizade", que celebra os 130 anos do tratado Brasil-Japão e os 45 anos da parceria Santa Catarina – Aomori. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.

A exposição resgata história, cultura e cooperação que uniram catarinenses e japoneses ao longo de décadas. O termo japonês "縁 – Em", significa laços de amizade, conexão, destino, união; e também o conceito central da exposição.

O evento comemora os 130 anos do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão e os 45 anos da parceria entre o Estado de Santa Catarina e a província de Aomori, destacando-se o impacto cultural, econômico e social desse intercâmbio. Em 23 de outubro de 1980, foi assinada a declaração de intercâmbio amistoso entre Santa Catarina e Aomori que, ao longo de mais de quatro décadas, resultou em conquistas importantes. Um dos exemplos mais marcantes é a transformação de Santa Catarina no maior produtor de maçãs do Brasil, inspirada na expertise de Aomori, maior produtora da fruta no Japão. No campo educacional, projetos de intercâmbio cultural aproximaram crianças e jovens catarinenses e japoneses, fortalecendo os laços da amizade.

Aomori, localizada ao norte do Japão é conhecida por suas belas paisagens e produção de maçãs - sua produção representa cerca de 60% do total nacional. O Nebuta Matsuri é o festival mais conhecido da província. Aomori teve participação significativa em momentos difíceis de Santa Catarina, como a ajuda financeira nas enchentes do rio Itajaí. Em 16 de junho de 2025, os governadores Jorginho Mello (SC) e Soichiro Miyashita (Aomori) reafirmaram essa parceria histórica, renovando acordos de colaboração, incluindo o projeto da JICA (Agência Japonesa de Cooperação Internacional), que apoia obras de prevenção a cheias no estado.

A exposição propõe ao público um olhar afetivo e histórico sobre essas relações, destacando como os laços entre Santa Catarina e Aomori, e entre Brasil e Japão, transcenderam fronteiras e se tornaram símbolo de amizade, solidariedade e crescimento compartilhado.

PROGRAMAÇÃO PARALELA

Ao longo do período da exposição, uma série de atividades ocorrerão paralelamente. Para participar, as inscrições podem ser feitas pelo telefone (48) 99608-9500. Confira o cronograma abaixo: 

23/08 - 10h - Oficina demonstrativa de Bonsai, com Dilon Faccio
Bonsai é a arte de cultivar árvores em miniatura em vasos.A palavra bonsai (盆栽) vem do japonês e significa literalmente “plantado em bandeja” (bon = bandeja/vaso raso, sai = planta/cultivo).

23/08 - 15h - Encontro com o artista Wagner Kuroiwa

24/08 - 15h - Oficina de Dobradura com Palha de Butiá, com Orlando Setani

27/08 - 14h30 - Oficina Bordado Sashiko, com Marisa Mallmann e equipe

27/08 - 16h - Vivência de vestir yukata - quimono de verão, com Noemia Tokoro

27/08 - 17h - Oficina de Dança japonesa Bon Odori, com grup Shingetsu

29/08 - 14h - Oficina de Mokuhanga - Xilogravura Japonesa, com Ana Barroso Calle 

29/08 - 18h - Performance "A Magia por trás do Tsuru", com Tayna Borges e Julian
"A Magia por trás do Tsuru" é uma performance emocionante que une arte e memória, onde música e palavra se entrelaçam para despertar reflexão e esperança. Tayná Borges e Julian Taina combinam declamação e piano em uma delicada celebração da paz. Na sequência, os músicos Maicy Coelho, Heloíse Testoni e Ramon Gomes interpretam "A Rosa de Hiroshima", uma obra poderosa de Ney Mato Grosso que ecoa como um lamento profundo e um chamado à esperança. Neste momento de relembrança dos 80 anos da bomba atômica, esta sessão artístics nos convida a cultivar o espírito do bem-querer, reconhecendo na diversidade cultural a força vital que nos une contra a destruição, iluminando o caminho para a vida, a resistência e a renovação.

30/08 - 14h - Oficina Paper Kraft, com Yuina Takase

30/08 - 16h - Vamos brincar com argila, com a ceramista Marina Takase

31/08 - 15h - Oficina de Mizuhiki - arte feita com fios de papel de arroz washi, com Sandra Harumi Yagura

Serviço:

O quê: Exposição "縁 – Em - Laços de Amizade"
Visitação: de 8/8 a 7/9/2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Local: Sala Lindolf Bell - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada gratuita