Com abertura no dia 2 de dezembro, às 18h, e visitação até 16 de janeiro de 2026, as Salas Lindolf Bell 1 e 2 recebem a exposição Liquid Lands. A mostra de Ari de Goes e Simonida Filipova, com a participação especial do Artista Blagojco Dimitrov, propõe um diálogo entre paisagens, culturas e estados interiores.
As obras propõem uma reflexão sobre a fluidez das paisagens e das experiências humanas como metáfora do processo criativo, por meio de pinturas e instalações que exploram o diálogo entre diferentes culturas e linguagens visuais, destacando a arte como território de encontro e transformação.
Criada originalmente a partir da colaboração entre os dois artistas — um encontro entre Macedônia e Itália/Brasil — a exposição se consolida como um projeto itinerante, que percorre diferentes países reunindo olhares distintos sob o mesmo conceito: a travessia entre o visível e o invisível, entre a matéria e a emoção.
Ari de Goes apresenta registros em materiais à base d’água sobre papel, revelando o instante anterior à forma — um território em que o pensamento e a matéria se encontram. Simonida Filipova, reconhecida por sua linguagem vibrante e gestual, cria composições que expressam a energia e a intensidade de suas experiências culturais.
Nesta edição, o artista convidado Blagojko Dimitrov, macedônio radicado no Brasil, amplia o diálogo com instalações que unem leveza, cor e movimento, estendendo a fluidez das obras ao espaço expositivo e ao corpo do espectador.
Mais do que uma exposição de pintura e instalação, Liquid Lands propõe uma travessia estética e simbólica entre paisagens, culturas e estados interiores.
Sobre os artistas
Ari de Goes, ítalo-brasileiro radicado na Emília-Romanha, Itália, é artista visual e mentor em arte e criatividade. Em Liquid Lands, apresenta o processo criativo que dá origem às suas aquarelas, explorando materiais à base d’água em composições que traduzem estados contemplativos.
Simonida Filipova é artista visual nascida na Macedônia, com carreira consolidada internacionalmente. Sua obra, marcada pela gestualidade e pelo uso expressivo da cor, reflete experiências de viagem e o diálogo entre culturas.
Blagojko Dimitrov, macedônio radicado no Brasil desde 1993, é artista e educador. Sua obra explora temas ligados à condição humana e à memória, utilizando cores intensas e gestos expressivos em pintura e instalação.
De 24 a 30 de novembro, as salas Lindolf Bell e a Sala Multimídia do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), receberão o evento Loucos por Arte 2025. O evento une criação artística, cuidado e participação social.
A exposição apresenta trabalhos produzidos pelos participantes das Terapias Sociais do Hospital da Polícia Militar, do Consultório Noronha (Florianópolis) e do Recanto Silvestre (Biguaçu). Cada obra nasce de processos terapêuticos reais e carrega histórias de superação, presença e expressão pessoal.
Ao longo da semana, o público poderá acompanhar oficinas abertas, intervenções artísticas, rodas de conversa e atividades que aproximam visitantes das experiências dos artistas-participantes. A proposta é fortalecer o diálogo sobre saúde mental e reduzir o estigma que ainda existe.
Neste ano, não haverá palestra de abertura. A programação inicia com uma atividade interna destinada exclusivamente aos usuários dos serviços participantes.
O destaque da semana acontece no dia 26/11, com um grande debate sobre “Música como forma de integração social”, organizado em parceria com a Assistência Social. A mesa reunirá profissionais convidados, músicos e terapeutas, trazendo diferentes olhares sobre o papel da música na criação de vínculos e na participação comunitária.
No dia 28 e 29 de novembro, sexta e sábado respectivamente, a Sala Multimídia do MIS/SC será palco de apresentações de música e dança, formas de expressão de pacientes e convidados do evento, elaborando o tema da Saúde Mental.
O Loucos por Arte é um evento sem fins lucrativos, realizado com recursos próprios e apoio da Lei de Incentivo. A intenção é ampliar o acesso à cultura, reconhecer o potencial criativo de pessoas em sofrimento psíquico e mostrar como a arte pode ser uma grande aliada no cuidado, no pertencimento e nas relações.
A programação completa está no site www.abe.org.br e na página do Instagram @aterapiasocial.
Nos dias 12 e 13 de novembro, o Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, recebe a 4ª Mostra Laboral, promovida pela Secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (SEJURI). A iniciativa busca aprofundar o diálogo entre a sociedade e o sistema prisional, destacando o trabalho como ferramenta essencial de transformação e reintegração social.
Durante o evento, o público poderá conhecer de perto os produtos confeccionados por pessoas privadas de liberdade nas unidades prisionais do Estado. A programação inclui rodas de conversa com empresas conveniadas e autoridades, além de um seminário com painéis temáticos.
Os debates vão tratar de boas práticas, políticas públicas e estratégias que unem educação, saúde e empregabilidade, fortalecendo o trabalho como ferramenta de transformação no sistema prisional.
Referência nacional, Santa Catarina se destaca por ter 33% da população carcerária envolvida em atividades laborais, o que representa mais de 9,5 mil pessoas privadas de liberdade trabalhando em todo o Estado — sendo 7,9 mil em atividades internas e 1,6 mil em frentes externas. Atualmente, o sistema prisional catarinense mantém 217 parcerias laborais ativas, entre empresas privadas, prefeituras e outros órgãos públicos. Somente em 2025, já foram firmados 51 novos termos de parceria, com 14 municípios, 13 empresas externas e 24 empresas que atuam dentro das unidades prisionais.
Além disso, 33 editais de contratação de mão de obra prisional já foram abertos neste ano, beneficiando 2.904 custodiados, e outros oito editais — com potencial para incluir mais 877 pessoas — estão em fase de publicação. Os números reforçam o compromisso do Estado em ampliar oportunidades e fortalecer políticas públicas de ressocialização por meio do trabalho.
“A Mostra Laboral é uma oportunidade de mostrar à sociedade o quanto o trabalho transforma vidas e ressignifica histórias dentro e fora do sistema prisional. Nosso propósito é fortalecer esse elo entre o poder público, a iniciativa privada e a comunidade, ampliando as oportunidades para que mais pessoas possam reconstruir seus caminhos por meio do trabalho”, destacou a secretária de Estado de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva.
Durante o evento, o governador do Estado, Jorginho Mello, assinará o termo de criação da Conta Pecúlio, que permitirá que os internos que trabalham nas unidades prisionais de Santa Catarina passem a receber sua remuneração em contas bancárias individuais. A mudança traz mais transparência, agilidade e responsabilidade no uso dos recursos, fortalecendo o processo de ressocialização e valorização do trabalho prisional.
A partir deste mês, as pessoas privadas de liberdade que exercem atividades laborais nas unidades prisionais passarão a receber sua remuneração por meio de conta bancária individual, aberta em instituição financeira conveniada. A iniciativa representa um avanço significativo na modernização da administração prisional e na promoção da autonomia financeira e social dos apenados, permitindo maior transparência no controle dos valores e facilitando o acesso a informações sobre os depósitos realizados.
Até então, o pagamento era feito de forma centralizada, exigindo repasses internos e controles manuais. Com a criação das contas individuais, o sistema passa a operar de forma mais segura, ágil e rastreável, beneficiando tanto os internos quanto a gestão pública. Além de garantir o direito ao recebimento da remuneração prevista em lei, o novo modelo incentiva a responsabilidade e o planejamento financeiro, uma vez que o preso passa a administrar diretamente os recursos provenientes do próprio trabalho.
Trabalho que reintegra. Trabalho que constrói novas histórias.
Serviço:
Local: Centro Integrado de Cultura (CIC), Florianópolis
Data: 12 e 13 de novembro às 9h
Programação: exposição de produtos, rodas de conversa e seminário temático sobre trabalho prisional
Aos 91 anos, a artista plástica Miryam Pchara traz pela primeira vez a Florianópolis uma mostra inédita que celebra a força e a liberdade do feminino. Intitulada “Nós, Mulheres”, a exposição reúne 48 aquarelas sobre papel e seis esculturas em bronze, todas oriundas do acervo pessoal da artista, e ficará aberta de 23 de setembro, às 19h, até 19 de outubro, na Sala Lindolf Bell 1 do Centro Integrado de Cultura (CIC). A visitação é gratuita e poderá ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
O tema central da mostra é a mulher em estado livre, um convite à reflexão sobre a importância do feminino na sociedade contemporânea e nas gerações futuras. A produção de Miryam, marcada por sensibilidade, técnica refinada e forte presença poética, reafirma sua trajetória como uma das vozes artísticas que unem tradição e atemporalidade.
Ao longo de sua trajetória, a artista tem mostrado que o feminino e o corpo não são apenas inspiração estética, mas também espaços de resistência e transformação. Esse debate continua atual: a mulher e sua imagem seguem no centro de discussões sociais, políticas e culturais. Suas obras evocam tanto delicadeza quanto força, questionando padrões e libertando simbolicamente o olhar sobre o feminino.
Miryam Pchara iniciou sua trajetória artística nos anos 1950, explorando desenho, aquarela, escultura e fotografia. Participou de inúmeras exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, consolidando-se como uma artista de olhar sensível e inovador.
Entre seus reconhecimentos, destacam-se o Prêmio Medalha de Ouro – Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba (1960); o Prêmio Menção Honrosa – Salão Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro (1962); exposição no Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), Porto Alegre; e exposição na Bienal Internacional de São Paulo (participações em edições coletivas).
Serviço:
O quê: Exposição “Nós, Mulheres”
Artista: Miryam Pchara
Abertura: 26 de setembro de 2025, às 19h.
Visitação: até 19 de outubro de 2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Local: Sala Lindolf Bell 1 – No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada gratuita
A Sala Lindolf Bell 2 do Centro Integrado de Cultura (CIC) recebe, entre os dias 27 de setembro e 16 de outubro de 2025, a Mostra "Dislexia: Quando Arte", um evento internacional em sua 6ª edição, que reúne 33 artistas de 12 países (África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Brasil, Espanha, Inglaterra, Irlanda, México, Nigéria, Noruega e Portugal), com foco na diversidade das expressões artísticas e na valorização da neurodivergência como potência criativa.
A edição de 2025 traz como tema a palavra “Engenhocas”, celebrando as invenções visuais, poéticas e sensoriais que nascem das diferenças. A mostra convida o público a mergulhar em obras que propõem outras formas de pensar, construir, expressar e comunicar — desafiando os padrões normativos da linguagem e da arte.
Além da exposição, a programação inclui oficinas criativas, sessões de cine-debate, experiência cênica e atividades interativas, distribuídas ao longo das três semanas de evento. A abertura da mostra acontece na sexta-feira, 27 de setembro, com performance de live painting pelo artista Lesse Pierre, às 19h.
Destaques da programação
30/09 (terça): Oficina de Criatividade com Alemão Art : Grafite, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC), das 18h às 20h
07/10 (terça): Oficina de Criatividade com Lesse Pierre: Leva Tinta!, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC), 18h às 20h
14/10 (terça): Oficina de Criatividade com Wós Rodrigues: Reciclando com Arte, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC), 18h às 20h
11/10 (sábado): Parlenda, com Paula Gotelip – 16h, na Sala Lindolf Bell 2 (CIC)
Uma vivência cênica voltada ao público infantil, que parte da relação lúdica entre atriz e crianças. A obra convida os pequenos a embarcar em uma jornada sensível por memórias da infância e experiências com a dislexia, ativando o corpo, a escuta e a imaginação.
02/10 (quinta): Exibição do filme Corpo sem Limites: Desmascarando o Processo (Título original: Boundless Body: Unmasking the Process), de Elizabeth Arifien, seguida de roda de conversa sobre arte e dislexia com Nadine Heisler e Luiza Guerreiro – 19h, na Sala Multimídia do MIS/SC
09/10 (quinta): Exibição do filme MiCal, de Yewweng Ho, seguida de bate-papo sobre educação e dislexia, com Sabrina Barros e Fernanda Arruda – 19h, na Sala Multimídia MIS/SC
16/10 (quinta): Exibição do filme Nômade, de Liz Reis, seguida de bate-papo sobre música e dislexia, com Renato Godá e Nadine Heisler – 19h, na Sala Multimídia MIS/SC
Todas as atividades da mostra são gratuitas, incluindo sessões de cine-debate, oficinas artísticas e de teatro com crianças. Para garantir vaga nas atividades, é necessário apenas realizar a retirada antecipada de ingressos pelo Sympla.
A Mostra Dislexia: Quando Arte 2025 propõe ampliar a percepção sobre a dislexia e outras neurodivergências como formas legítimas de ver e transformar o mundo. O evento conta com a realização do Instituto Domlexia, organização que atua na promoção da educação inclusiva e na valorização da neurodivergência como força social.