De 8 de agosto a 7 de setembro de 2025, a Sala Lindolf Bell 1, no Centro Integrado de Cultura (CIC), sediará a exposição "縁 – Em - Laços de Amizade", que celebra os 130 anos do tratado Brasil-Japão e os 45 anos da parceria Santa Catarina – Aomori. A visitação é gratuita e pode ser feita de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
A exposição resgata história, cultura e cooperação que uniram catarinenses e japoneses ao longo de décadas. O termo japonês "縁 – Em", significa laços de amizade, conexão, destino, união; e também o conceito central da exposição.
O evento comemora os 130 anos do Tratado de Amizade entre Brasil e Japão e os 45 anos da parceria entre o Estado de Santa Catarina e a província de Aomori, destacando-se o impacto cultural, econômico e social desse intercâmbio. Em 23 de outubro de 1980, foi assinada a declaração de intercâmbio amistoso entre Santa Catarina e Aomori que, ao longo de mais de quatro décadas, resultou em conquistas importantes. Um dos exemplos mais marcantes é a transformação de Santa Catarina no maior produtor de maçãs do Brasil, inspirada na expertise de Aomori, maior produtora da fruta no Japão. No campo educacional, projetos de intercâmbio cultural aproximaram crianças e jovens catarinenses e japoneses, fortalecendo os laços da amizade.
Aomori, localizada ao norte do Japão é conhecida por suas belas paisagens e produção de maçãs - sua produção representa cerca de 60% do total nacional. O Nebuta Matsuri é o festival mais conhecido da província. Aomori teve participação significativa em momentos difíceis de Santa Catarina, como a ajuda financeira nas enchentes do rio Itajaí. Em 16 de junho de 2025, os governadores Jorginho Mello (SC) e Soichiro Miyashita (Aomori) reafirmaram essa parceria histórica, renovando acordos de colaboração, incluindo o projeto da JICA (Agência Japonesa de Cooperação Internacional), que apoia obras de prevenção a cheias no estado.
A exposição propõe ao público um olhar afetivo e histórico sobre essas relações, destacando como os laços entre Santa Catarina e Aomori, e entre Brasil e Japão, transcenderam fronteiras e se tornaram símbolo de amizade, solidariedade e crescimento compartilhado.
PROGRAMAÇÃO PARALELA
Ao longo do período da exposição, uma série de atividades ocorrerão paralelamente. Para participar, as inscrições podem ser feitas pelo telefone (48) 99608-9500. Confira o cronograma abaixo:
23/08 - 10h - Oficina demonstrativa de Bonsai, com Dilon Faccio
Bonsai é a arte de cultivar árvores em miniatura em vasos.A palavra bonsai (盆栽) vem do japonês e significa literalmente “plantado em bandeja” (bon = bandeja/vaso raso, sai = planta/cultivo).
23/08 - 15h - Encontro com o artista Wagner Kuroiwa
24/08 - 15h - Oficina de Dobradura com Palha de Butiá, com Orlando Setani
27/08 - 14h30 - Oficina Bordado Sashiko, com Marisa Mallmann e equipe
27/08 - 16h - Vivência de vestir yukata - quimono de verão, com Noemia Tokoro
27/08 - 17h - Oficina de Dança japonesa Bon Odori, com grup Shingetsu
29/08 - 14h - Oficina de Mokuhanga - Xilogravura Japonesa, com Ana Barroso Calle
29/08 - 18h - Performance "A Magia por trás do Tsuru", com Tayna Borges e Julian
"A Magia por trás do Tsuru" é uma performance emocionante que une arte e memória, onde música e palavra se entrelaçam para despertar reflexão e esperança. Tayná Borges e Julian Taina combinam declamação e piano em uma delicada celebração da paz. Na sequência, os músicos Maicy Coelho, Heloíse Testoni e Ramon Gomes interpretam "A Rosa de Hiroshima", uma obra poderosa de Ney Mato Grosso que ecoa como um lamento profundo e um chamado à esperança. Neste momento de relembrança dos 80 anos da bomba atômica, esta sessão artístics nos convida a cultivar o espírito do bem-querer, reconhecendo na diversidade cultural a força vital que nos une contra a destruição, iluminando o caminho para a vida, a resistência e a renovação.
30/08 - 14h - Oficina Paper Kraft, com Yuina Takase
30/08 - 16h - Vamos brincar com argila, com a ceramista Marina Takase
31/08 - 15h - Oficina de Mizuhiki - arte feita com fios de papel de arroz washi, com Sandra Harumi Yagura
Serviço:
O quê: Exposição "縁 – Em - Laços de Amizade"
Visitação: de 8/8 a 7/9/2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Local: Sala Lindolf Bell - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Entrada gratuita
O artista plástico Wagner Kuroiwa, residente em São José (SC), apresenta sua primeira exposição individual em solo catarinense intitulada “Menor que meu sonho, não posso ser”, em cartaz na Sala Lindolf Bell I do Centro Integrado de Cultura (CIC). A abertura oficial ocorre no dia 4 de julho, às 19h, com a presença do artista. A visitação seguirá até o dia 3 de agosto, de terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
A mostra reúne 32 obras inéditas que exploram diferentes técnicas e temáticas. Um dos destaques é uma obra de grandes dimensões (3,5 m x 2,1 m), criada a partir de aproximadamente 100 radiografias soldadas entre si, pintadas com verniz vitral e giz pastel, formando a imagem de Cristo, ao lado de quatro trabalhos também de grandes dimensões.
Outras sete obras combinam bordado sobre tela com pintura acrílica, revelando a experimentação característica do artista. Três peças foram entalhadas em madeira, com múltiplos desenhos também aplicados sobre o
mesmo suporte. A exposição inclui ainda trabalhos em giz pastel e acrílica sobre tela, demonstrando a versatilidade de Kuroiwa.
Conhecido por suas cores vibrantes e riqueza de detalhes, Kuroiwa utiliza um minucioso emaranhado a bico de pena para compor suas obras. Seus trabalhos integram acervos de importantes pinacotecas e estão em coleções de mais de 25 países.
Conversa com o artista: 02.08.2025 - 15h
Serviço:
O quê: Exposição “Menor que meu sonho, não posso ser”
Artista: Wagner Kuroiwa
Local: Sala Lindolf Bell I - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Abertura: 4 de julho, às 19h – com presença do artista
Visitação: até 3 de agosto de 2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Entrada gratuita
De 21 de novembro de 2024 a 2 de janeiro de 2025, a Sala Lindolf Bell 2, no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a exposição Rendas de Léfkara. A mostra apresenta as rendas que são um legado vivo da ilha de Chipre.
Esta exposição oferece uma oportunidade única de conhecer essa tradição cipriota que foi inscrita na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO. Com técnicas artesanais transmitidas por gerações, as rendas refletem a criatividade, o talento e a herança cultural do Chipre.
Serviço:
O quê: Exposição Rendas de Léfkara
Onde: Sala Lindolf Bell 2 - No Centro Integrado de Cultura (CIC)
Visitação: de 21 de novembro de 2024 a 2 de janeiro de 2025. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Entrada gratuita
O Centro Integrado de Cultura (CIC) recebe de 5 a 29 de novembro a exposição "Sujeitos Materiais - Arte em Madeira", com trabahos de Marcelo Baptista e Walney Barbi. A mostra tem entrada gratuita e visitação de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. As obras ficarão expostas de 5 a 10 de novembro na Sala Lindolf Bell 2 e, em seguida, até o fim do período de visitação, na Sala Lindolf Bell 1.
Na exposição, a madeira é o início, o fim e o meio pelo qual os artistas expressam seu amor pela vida, religando cultura e natureza. Cada um, do seu jeito, celebra o poder de transformar o mundo através da criação de "sujeitos materiais" feitos com restos de árvores coletados entre os que se encontram na terra e os que vêm do mar.
A arte e a saúde mental se encontram na terceira edição da Semana Loucos por Arte, um evento transformador que celebra a criatividade e a inclusão. De 11 a 17 de novembro, o Centro Integrado de Cultura (CIC), em Florianópolis, será palco de uma rica programação cultural, na qual usuários de serviços de Terapia Social expõem suas criações em artes plásticas, cênicas e musicais, desafiando preconceitos e promovendo uma reflexão urgente sobre saúde mental.
O evento, sem fins lucrativos e fruto de um esforço coletivo, é apoiado por instituições como o Hospital da Polícia Militar, Noronha Consultório e Clínica Silvestre, e visa integrar arte, cultura e tratamento psicológico. A arte, aqui, é mais do que entretenimento: é uma ferramenta poderosa de reabilitação emocional, expressando sentimentos e abrindo caminhos para o diálogo sobre temas muitas vezes silenciados.
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