Foi publicado nesta segunda-feira, 24, o resultado da etapa de habilitação do Edital Circuito Catarinense de Cultura. Para conferir, basta acessar a plataforma de inscrições, ou clicar no link abaixo:
https://circuitocatarinensedecultura.fepese.org.br/#!/premio
O prazo para envio de recursos sobre a Etapa de Habilitação é entre 00h01 de 25/02/2025 até 23h59 de 28/02/2025, na própria plataforma de inscrições.
O Edital Circuito Catarinense de Cultura, lançado pela Fundação Catarinense de Cultura, com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) 2024, tem o valor de R$ 22.220.000 que serão distribuídos a 659 propostas culturais nas modalidades Festivais e Mostras; Evento Cultural ou Apresentação; Ações de Qualificação e Formação; e Ações artísticas culturais.
Serão contempladas propostas nas seguintes áreas:
- Arte, Tecnologia e Cultura Digital; Arte, Cultura e Acessibilidade; Artes Sacras e Iconografia; Artes visuais e Artesanato;
- Audiovisual, Cinema;
- Cultura Popular, Cultura de Povos Originários e Indígenas, Cultura de Povos Tradicionais, Cultura de Povos Quilombolas, de Terreiros e de Religiões de Matriz Africana, Cultura de Povos Ciganos e Nômades, e Cultura de Povos de Imigração e Migração;
- Cultura de Pessoas Negras, Cultura Hip Hop, Cultura Urbana, Cultura de Comunidades de Periferia, Cultura LGBTQIAPN+;
- Dança, Carnaval, Técnica/ Montagem/ Criação/ Bastidores;
- Gestão e Produção Cultural; Economia Solidária; Economia Criativa, Pontões e Pontos de Cultura;
- Literatura; Livro e Leitura;
- Música; Bandas e Grupos; Bandas Marciais e Fanfarras; Corais e Coro; Ópera e Musical; Orquestras, Filarmônicas;
- Patrimônio Material e Imaterial, Arquivos, Bibliotecas e Museus, Preservação e Restauro de Acervos;
- Teatro, Circos de lona Itinerantes; Artes Circenses e palhaçaria.
A Orquestra Brasileira, de Florianópolis, reunirá no mesmo palco grandes vozes femininas catarinenses do samba, em homenagem às principais compositoras e intérpretes brasileiras que marcaram época e até hoje inspiram gerações. O show “Mulheres do Samba” ocorre no dia 6 de março, às 20h30, no palco do Teatro Ademir Rosa, no Centro Integrado de Cultura (CIC), e trará expoentes do gênero: Juliana D Passos, Camélia Martins, Jandira Souza e Bárbara Damásio.
Sob o comando do idealizador da orquestra, o regente e pianista Luiz Gustavo Zago, será a oportunidade de sacudir o CIC na “quinta-feira de cinzas”, com este evento que é também um presente para o público feminino, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (8/03). As cantoras irão se revezar individualmente no palco e também em duplas, trio e quatro vozes. Entre os graves de Camélia e Jandira e os agudos de Juliana e Bárbara, a orquestra fará uma verdadeira viagem no tempo, com sambas que vão dos anos 1950 até os dias atuais.
Será possível matar saudades de sucessos de Elizeth Cardoso, Elza Soares, Clara Nunes e Elis Regina. Curtir as músicas das icônicas Bethânia e Marisa Monte. E prestigiar as gerações mais recentes, como Maria Rita, Roberta Sá e Mariene de Castro, entre outras. “Trata-se de um recorte com as grandes vozes dentro do universo do samba. Daremos luz aos mais variados estilos”, explica Zago. Tudo acompanhado pela Orquestra Brasileira, que trará ao palco 16 músicos e intérpretes, sendo: três violões, cavaco, bandolim, piano, acordeom, flauta, sax, baixo, bateria, duas percussões, e quatro vozes.
Todos os sambas contam com arranjos próprios, em sua maioria produzidos por Zago, e alguns em parceria com o compositor, arranjador e pianista Alexandre Lunardelli. Graças a esse ineditismo, o público vai ouvir clássicos conhecidos, mas trazendo uma experiência inovadora. Um exemplo será a canção Canto das Três Raças, com flautas e a voz (remetendo aos índios), percussão (negros) e samba urbano (brancos). “O objetivo do espetáculo é sempre trazer o entretenimento com o viés de informação e da surpresa”, revela Zago.
O “Mulheres do Samba” está em sua terceira edição, tendo sido concebido em 2022. A novidade desta vez fica por conta das músicas Na hora da Sede, de Clementina de Jesus; Água de Chuva do Mar, conhecida na voz da Beth Carvalho, Caminhos do Mar, com a Gal Costa e Em Cada Canto uma Esperança, de Dona Ivone Lara. Enquanto os shows não chegam, nas redes sociais da orquestra é possível conhecer mais sobre as cantoras, as homenageadas e a história sobre a criação de algumas canções.
Luiz Gustavo Zago - Pianista, compositor, maestro, fundador e diretor musical. Como solista, lançou quatro álbuns, singles e trilhas sonoras para audiovisual. Trabalha com artistas como Ivan Lins, Lenine, Baco Exu do Blues, Toquinho, Zeca Baleiro, Alice Caymmi, Jade Baraldo e Paulinho Moska, assim como a Orquestra Sinfônica Brasileira, Camerata Florianópolis, Petrobras Sinfônica e Nova Orquestra (com a qual participou do Rock in Rio 2019). Tomou posse em 2019 da cadeira 38 da Academia Catarinense de Letras e Artes.
Orquestra Brasileira - Criada em 2022 por Zago para juntar os instrumentos que simbolizam a essência da formação da música popular brasileira como violões de 6 e 7 cordas, cavaquinho, bandolim, flauta, clarinete e percussão, somados ao acordeon e piano, contrabaixo e bateria com a precisão e potência da música clássica. Os espetáculos celebram a raiz da cultura brasileira, com suas danças, festas e o imaginário.
Juliana D Passos – Paulista radicada em Floripa, há mais de 25 anos vive de música, passando por vertentes como samba, MPB e pop/rock. À frente do projeto Macumbaria, soma mais de 50 milhões de visualizações no YouTube, celebrando a cultura afro-brasileira.
Bárbara Damásio – Cantora, produtora e ativista cultural, com uma trajetória marcada por projetos como o premiado DVD “Você é mesmo essa flor”, com participação de Elza Soares. Há 15 anos, lidera o Samba de Bárbara em Itajaí, mantendo viva a tradição do samba no sul do país.
Camélia Martins – Com 22 anos de carreira, traz o samba como essência, mas passeia pelo forró e clássicos da música brasileira. Já dividiu o palco com Lenine, João Donato e Camerata Florianópolis, sempre com grandes influências como Clara Nunes e Cartola.
Jandira Souza – Cantora, compositora e partideira com uma carreira de mais de 20 anos. Já acompanhou nomes como Dona Ivone Lara, Monarco e Wilson Moreira, e hoje se dedica ao projeto Samba de Terreiro e o Samba de Antonieta (aos sábados no centro de Florianópolis, um movimento de resistência cultural e referência no Brasil).
Setlist do show:
1 EMBALA EU / MARINHEIRO SÓ (Clementina de Jesus)
2 SONHO MEU (D Ivone Lara e Delcio Carvalho)
3 O MAR SERENOU (Candeia)
4 LENDA DAS SEREIAS (Vicente Mattos, Dinoel e Arlindo Velloso)
5 PONTO DE NANÃ (Roque Ferreira)
6 CANTO DAS 3 RAÇAS (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)
7 ACREDITAR / ALGUÉM ME AVISOU (D Ivone Lara e Delcio Carvalho)
8 O MUNDO É UM MOINHO (Cartola)
9 ANDANÇA (Danilo Caymmi / Paulinho Tapajós)
10 CABIDE (Ana Carolina)
11 BARRACÃO DE ZINCO (Luís Antonio e Oldemar Magalhães)
12 VOU DEITAR E ROLAR (Paulo César Pinheiro e Baden Powell)
13 TÁ PERDOADO (Arlindo Cruz e Franco)
14 BEIJA-ME (Roberto Martins e Mário Rossi)
15 ZÉ DO CAROÇO (Leci Brandão)
16 VOU FESTEJAR (Jorge Aragão, Dida e Neoci Dias)
17 NÃO DEIXA O SAMBA MORRER (Edson Conceição e Aloísio Silva)
Classificação indicativa: livre
Ingressos à venda no site Blueticket e, no dia do evento, em frente à porta do Teatro.
*Cadeirantes têm acesso gratuito (assentos reservados e limitados. Para solicitar o ingresso entre em contato através do WhatsApp da Blueticket (48) 99196-4485)
Nas tardes dos dias 28 de janeiro, 14 e 20 de fevereiro, o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) recebeu as curadoras e algumas das artistas convidadas da exposição “Sou Catarina” para visitas guiadas e conversas com o público. Nestas três edições, que fazem parte do calendário de eventos da exposição em exibição no Museu, as curadoras guiaram o público pelo salão expositivo, explorando o tema e intercalando a conversa com as artistas presentes, que falaram sobre o processo criativo de suas obras presentes na mostra.
Os eventos contaram com a participação das curadoras da exposição, Luciane Garcez e Paula Gargioni, e das artistas visuais, Albertina Prates, Clara Fernandes, Cris Almeida, Elke Hülse, Giovana Nucci, Ilca Barcelos, Ingrid Thaler, Norma Bonilla, Osmarina e Paulo Villalva Patricia Di Loreto e Sara Ramos. Nestas ocasiões, as artistas tiveram a oportunidade de partilhar com o público a poética e a inspiração por trás dos trabalhos produzidos por elas, além de revelarem detalhes sobre as técnicas envolvidas na produção destas obras de arte inéditas.
Na próxima quarta (26), às 19h30, o MASC promoverá uma nova edição da visita com as curadoras de “Sou Catarina”. O evento é uma oportunidade para que o espectador mergulhe no universo da exposição por meio do olhar curatorial.
Sobre a exposição
A exposição "Sou Catarina" conta a história de Catarina de Alexandria, que dá nome ao estado, por meio de peças inéditas criadas por artistas convidados, obras do acervo do MASC, poemas, livros, objetos sagrados e músicas. Os visitantes têm a oportunidade de viajar pelo mundo de Catarina e aprender a história desta princesa egípcia, reconhecida por sua beleza, inteligência e coragem – uma jovem capaz de morrer por seus princípios e por sua fé.
A reabertura do Teatro Álvaro de Carvalho (TAC), no centro de Florianópolis, ocorrerá nos dias 14 e 15 de março. O espetáculo a ser apresentado na ocasião é "As Canções que você dançou pra mim", da Focus Cia. de Dança.
No primeiro dia, o evento é restrito a convidados. Já no dia 15, o público poderá conferir a peça, mediante a retirada de ingressos gratuitos no site Disk Ingressos.
Além disso, para as semanas seguintes, está sendo montada uma programação especial até o fim de março, com a participação de grupos que tradicionalmente se apresentam no TAC. Alguns deles serão gratuitos, outros terão ingressos a preços populares.
A obra
Esta foi a maior intervenção já realizada no TAC. Foram investidos aproximadamente R$ 5 milhões. "Estamos entregando um teatro moderno e que será referência para outros espaços culturais de Santa Catarina", comemora o governador Jorginho Mello.
Ao longo do último ano, o Teatro passou por reforma elétrica (troca de fiação e da estrutura, instalação de subestação externa); substituição das poltronas; pintura interna e externa; recuperação do pavimento de madeira; troca da vestimenta cênica (cortinas, passadeiras e carpete); modernização dos sistemas de som, de iluminação e de climatização; instalação de paineis de led; reforma do telhado; entre outras melhorias. "A reabertura do TAC representa a celebração do espaço físico renovado e, mais do que tudo, a valorização da cultura e da arte de Santa Catarina", completa a presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Maria Teresinha Debatin.
Além disso, os vitrais históricos do TAC foram restaurados, bem como lustres e outras peças antigas.
Sobre o Teatro Álvaro de Carvalho
O Teatro Álvaro de Carvalho teve sua pedra fundamental lançada em 29 de julho de 1857, mas a inauguração oficial só ocorreu em 7 de setembro de 1875. Mesmo antes disso, entre 1871 e 1872, o Teatro já era utilizado e tinha o nome de Santa Isabel - em homenagem à Princesa Isabel. A partir de 1894, o prédio foi batizado com o nome de Álvaro de Carvalho, tenente e comandante da Marinha Brasileira, considerado o primeiro dramaturgo catarinense. Álvaro de Carvalho foi uma personalidade relevante do cenário cultural, falecendo aos 36 anos em Buenos Aires. É patrono da Cadeira nº1 da Academia Catarinense de Letras, criada em sua homenagem.
O TAC teve, ao longo do tempo, diversos usos. Em outubro de 1893, o prédio foi designado como quartel da Guarda Nacional, opositora ao governo provisório da nova República do Brasil. Mais tarde, com a retomada do poder pelo Exército, muitos presos políticos do General Moreira Cesar foram levados e detidos no prédio.
O espaço foi, também, o lugar da primeira exibição de cinema em Florianópolis e, nos anos 1920 e 1930, o Teatro virou Cine Odeon e Royal.
Mágicos, ventríloquos, ilusionistas e telepatas também subiram ao palco do TAC em bailes oferecidos por governantes. Também ocorreram festas de aniversário e bailes de debutantes. Como houve tempos em que não havia cadeiras fixas, seu amplo salão era ideal para esses eventos. Reuniões políticas, leitura de manifestos, festivais beneficentes e até visitas de presidentes ocuparam o espaço.
Muito tempo se passou e, desde a década de 1970, o TAC é palco de espetáculos artísticos e culturais que celebram o melhor da produção catarinense. Atualmente, o espaço é administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC), órgão do Governo do Estado.
"Em breve o TAC estará de aniversário e completará 150 anos. Nada mais justo do que revitalizá-lo neste momento", comenta a administradora do espaço, Carla Zonatto.