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O Projeto Cultural: “Entre Tangos e Milongas apresenta uma série de quatro concertos da New Art Show Orquestra de Câmara na cidade de Florianópolis, sob a regência do maestro Oscar Duran. Todas as apresentações serão no Teatro Álvaro de Carvalho com acesso gratuito.
            A música é sem duvida uma das expressões de maior e complexidade entre as artes. Em especial a música erudita, requer do artista uma doação para sua execução que diferencia dos demais segmentos musicais. O instrumentista necessita uma dedicação de muito tempo para oferecer ao público um trabalho de acordo com a linguagem solicitada pelo compositor. O instrumentista desempenha a função de apresentar ao público as idéias musicais criadas pelo compositor, de acordo com seus estudos, sua dedicação e compreensão ao texto musical.
             A New Art Show Orquestra de Câmara é formada por músicos profissionais, de formação erudita, que atuam em diversas Orquestras Sinfônicas e de Câmara de Florianópolis, através do Projeto Cultural “Entre Tangos e Milongas” apresentarão um espetáculo que mescla o erudito com o popular, vivenciando a música sem limitações conceituais, pesquisando as riquíssimas possibilidades que se abrem no encontro dessas duas correntes.

Programa Música Russa
Igor Stravinsky (1882-1971)
Apolo (Apollon Musagète) ? Bailado em duas cenas

Dmítri Shostakóvitch (1906-1975)
Sinfonia de Câmara Opus 110a, para Orquestra de Cordas (arr. de Rudolf Barshai)


Sobre o Programa:
Igor Stravinsky (1882-1971), Apolo (Apollon Musagète)
O balé Apolo é considerado o apogeu da fase neo-clássica de Igor Stravinsky. Nele, percebemos tendências que nem sempre são características em Stravinsky, como por exemplo: expressão melódica intensa e contínua, não muito próxima ao folclorismo, tendência ao polifonismo e ao contrapontismo clássico, e forte influência do barroco francês, com seus nobres e galantes ritmos pontuados. O balé, em si, foi pensado como ?ballet blanc? (balé branco), em que cenários e figurinos são completamente brancos, remetendo-nos à perfeição parnasiana da Grécia antiga. Na trama, três das musas de Apolo, o grande Deus da música e das artes em geral, são submetidas à sua aprovação, recebendo do mesmo símbolos inspiradores de suas respectivas artes, e conduzidas assim ao monte Parnaso. São elas: Calíope, a musa da poesia, Polímnia, a musa da retórica, e Terpsícore, a musa da dança.

Dmítri Shostakóvitch (1906-1975
), Sinfonia de Câmara Opus 110a
A obra foi composta originalmente para quarteto de cordas no ano de 1960, em Dresden, e está dedicada pelo autor à memória das vítimas do fascismo e da guerra. De fato, um sentimento pesaroso e uma emocionalidade extremamente grave percorrem toda a obra. Composicionalmente, Shostakóvitch cita pela primeira vez temas e sonoridades de obras anteriores de sua própria autoria. O tema D-S-C-H (ré, mi bemol, dó, si), anagrama de seu próprio nome, perpassa todos os movimentos, conferindo à obra intensa unidade e o típico caráter obsessivo, que é quase uma assinatura pessoal do autor. A transcrição para Orquestra de cordas de Rudolf Barshai, reconhecido regente e especialista na obra do autor, foi autorizada em vida por Schostakóvitch.