Programa Música Russa
Igor Stravinsky (1882-1971)
Apolo (Apollon Musagète) ? Bailado em duas cenas
Dmítri Shostakóvitch (1906-1975)
Sinfonia de Câmara Opus 110a, para Orquestra de Cordas (arr. de Rudolf Barshai)
Sobre o Programa:
Igor Stravinsky (1882-1971), Apolo (Apollon Musagète)
O balé Apolo é considerado o apogeu da fase neo-clássica de Igor Stravinsky. Nele, percebemos tendências que nem sempre são características em Stravinsky, como por exemplo: expressão melódica intensa e contínua, não muito próxima ao folclorismo, tendência ao polifonismo e ao contrapontismo clássico, e forte influência do barroco francês, com seus nobres e galantes ritmos pontuados. O balé, em si, foi pensado como ?ballet blanc? (balé branco), em que cenários e figurinos são completamente brancos, remetendo-nos à perfeição parnasiana da Grécia antiga. Na trama, três das musas de Apolo, o grande Deus da música e das artes em geral, são submetidas à sua aprovação, recebendo do mesmo símbolos inspiradores de suas respectivas artes, e conduzidas assim ao monte Parnaso. São elas: Calíope, a musa da poesia, Polímnia, a musa da retórica, e Terpsícore, a musa da dança.
Dmítri Shostakóvitch (1906-1975), Sinfonia de Câmara Opus 110a
A obra foi composta originalmente para quarteto de cordas no ano de 1960, em Dresden, e está dedicada pelo autor à memória das vítimas do fascismo e da guerra. De fato, um sentimento pesaroso e uma emocionalidade extremamente grave percorrem toda a obra. Composicionalmente, Shostakóvitch cita pela primeira vez temas e sonoridades de obras anteriores de sua própria autoria. O tema D-S-C-H (ré, mi bemol, dó, si), anagrama de seu próprio nome, perpassa todos os movimentos, conferindo à obra intensa unidade e o típico caráter obsessivo, que é quase uma assinatura pessoal do autor. A transcrição para Orquestra de cordas de Rudolf Barshai, reconhecido regente e especialista na obra do autor, foi autorizada em vida por Schostakóvitch.