A instituição cultural mais antiga de Santa Catarina, a Biblioteca Pública, completa 165 anos no dia 31 de maio. Para comemorar serão realizadas diversas atividades ao longo da próxima semana, entre as quais, lançamentos de livros, exposição, visitas guiadas, apresentações culturais, oficinas, palestras, rodas de conversa, poesia e contação de histórias, entre outras ações.
Na segunda, dia 27, inicia a exposição “Linha do Tempo da BPSC 165 anos (1854 a 2019)", que conta a história da instituição.
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Na quarta-feira, às 10h, será a vez de falar sobre sustentabilidade no bate-papo sobre o projeto "Reciclar é o nosso papel", com o escritor Roberto B. Vaz. A iniciativa aborda a construção de barquinhos de papel (em tamanho gigante), feitos com caixas de papelão e, com isso, aborda a necessidade urgente de trabalharmos a reciclagem de materiais em todo o planeta.
A inclusão social não ficou de fora da programação e o tema será abordado em uma roda de conversa é a leitura inclusiva. A atividade terá apresentação dos equipamentos de tecnologia assistiva para uso exclusivo de pessoas com deficiência visual, além de contação de histórias. A roda será no dia 29, quarta, às 15h.
No dia seguinte, quinta, às 10h, acontece a palestra Ildefonso Juvenal da Silva: um biógrafo de Cruz e Sousa, com o escritor do livro homônimo, Fábio Garcia. Ele é bacharel em história formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), professor do ensino fundamental, médio e EJA / EAD, desenvolve projetos relacionados as políticas públicas para a promoção da igualdade racial, além de proferir palestras e cursos sobre a cultura de matriz africana no Brasil.
Mais tarde, às 17h, ocorre palestra com sessão de autógrafos com a escritora Ana Cláudia Perpétuo de Oliveira, autora da obra "Biblioteca pública e autonomia cidadã". Ana é professora Auxiliar do Departamento de Ciência da Informação da UFSC. Possui mestrado e doutorado em Ciência da Informação, especialista em Gestão de Pessoas nas Organizações e graduação em Biblioteconomia pela UFSC.
Na sexta-feira, 31, aniversário da BPSC, a jornada começa com a roda da Conversa sobre a presença da mulher na Literatura Catarinense e sessão de autógrafos. A atividade começará às 10h, com as participantes: Renata Dal-Bó - escritora e jornalista; Lélia Pereira da Silva Nunes - socióloga, escritora, membro da Academia Catarinense de Letras; Maria Tereza Piacentini - escritora, membro da Academia Catarinense de Letras; Sofhia DebiasiMattei - escritora mirim de Tubarão / SC; Maria Odete Olsen - escritora e jornalista. A mediação será feita pela presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Ana Lúcia Coutinho.
Para finalizar, na sexta, a história da Biblioteca Pública será relembrada e comentada a partir das 15h com a presença de pesquisadores e frequentadores do espaço: Maria Teresa Santos Cunha (FAED/Udesc), Gisela Eggert-Steindel (FAED/Udesc), Reinaldo Lohn (FAED/Udesc), Eliana Bahia Jacintho (UFSC), Ana Lúcia Coutinho (presidente da FCC) e César do Canto Machado (escritor e jornalista).
Vale destacar parte das atividades comemorativas do aniversário da BPSC tem vagas limitadas. As inscrições deverão ser feitas pelo 48 3665 6422 ou 48 3665 6423.
A noite desta quinta-feira (9) foi de festa em Jaraguá do Sul. Durante a solenidade em comemoração ao centenário do jornal O Correio do Povo, a Fundação Catarinense de Cultura (FCC) entregou mais de quatro mil edições digitalizadas do jornal O Correio do Povo ao presidente da Rede OCP de Comunicação, Walter Janssen Neto.
O material ficará disponível no site da Hemeroteca Digital Catarinense para leitura e pesquisa online. Ao todo, foram entregues 4.219 edições, o que significa mais de 32 mil páginas digitalizadas referentes ao período entre 1919 e 2003. Dentre as edições digitalizadas, destacam-se as publicações bilíngues, em português e alemão, que circularam até ano de 1942.
A entrega do material faz parte do convênio de digitalização firmado pela FCC no final de 2016, e pretende disponibilizar na plataforma virtual a coleção completa do periódico, cujo trabalho final está previsto para ocorrer ainda em 2019.
Nesta quinta-feira (09) mais de quatro mil edições do jornal O Correio do Povo, de Jaraguá do Sul, serão entregues ao presidente do grupo Walter Janssen Neto. O material estará disponível no site da Hemeroteca Digital Catarinense para leitura e pesquisa online. A entrega será realizada durante a solenidade em comemoração ao centenário de fundação do jornal O Correio do Povo. Na oportunidade será lançado, ainda, o livro que narra a trajetória histórica desse importante veículo de comunicação regional.
O evento será às 19h no Centro Empresarial de Jaraguá do Sul (Cejas), e contará com a participação da presidente da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), Ana Lúcia Coutinho, da administradora da Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC), Cleonisse Inês Schmitt, e do bibliotecário e coordenador técnico da Hemeroteca Digital Catarinense, Alzemi Machado.
No total, serão entregues 4.219 edições, o que significa mais de 32 mil páginas digitalizadas referentes ao período entre 1919 e 2003. Dentre as edições digitalizadas, destacam-se as publicações bilíngues, em português e alemão, que circularam até ano de 1942. A entrega destas edições faz parte do convênio de digitalização firmado pela FCC no fim de 2016, e pretende disponibilizar na plataforma virtual a coleção completa do periódico, cujo trabalho final está previsto para ocorrer ainda em 2019.
Sobre o jornal
Criado em 10 de maio de 1919 pelo sapateiro e escrivão Venâncio da Silva Porto, O Correio do Povo começou como uma publicação mensal em plena República Velha (1889 - 1930). Já sob a coordenação de Arthur Müller, entre 1923 e 1936, o jornal passou a circular semanalmente. Até 1942, quando era comandado por Honorato Tomelin, o periódico era publicado em português e alemão. Com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial, a repressão às nacionalidades ligadas aos países "inimigos" (Alemanha, Itália e Japão) restringiu as publicações nestas línguas e O Correio do Povo passou, então, a ser editado somente em português.
Durante a coordenação de Eugênio Victor Schmöckel (1958 - 2004), o jornal começou a circular três vezes por semana. Nos anos seguintes, o periódico foi comandado, ainda, por Yvonne Alice Schmöckel (2005 - 2007) e, atualmente, por Walter Janssen Neto, economista e ex-executivo da empresa WEG, que adquiriu o jornal no fim de 2007. Atualmente, O Correio do Povo conta com cinco edições semanais, de terça-feira a domingo (com edição única nos fins de semana). O Correio do Povo é considerada a publicação jornalística mais antiga em Santa Catarina e está entre os 35 jornais mais longevos do Brasil em atividade.
Ascom FCC
Prestes a completar 165 anos de criação, a Biblioteca Pública de Santa Catarina (BPSC) terá programação especial na última semana de maio. As atividades comemorativas iniciam no dia 27, segunda-feira, com a abertura de uma exposição que conta a história da instituição cultural mais antiga do estado. As ações também integram a programação de aniversário da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), que completou 40 anos.
A agenda comemorativa terá rodas de conversa, visitas guiadas, palestras, leitura inclusiva, oficinas, contação de histórias, teatro, lançamento de livro, doações de obras e declamação de poesia. Além disso, será entregue a digitalização de 50 anos do Jornal O Estado, na capital. A solenidade de abertura contará com apresentação do Coral do IFSC, no dia 27, às 13h.
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A programação comemorativa aos 165 anos da Biblioteca é aberta ao público, porém, algumas atividades têm vagas limitadas. Para fazer a inscrição é necessário entrar em contato com a administração, pelo telefone 48 3665 6420.
A história
A Biblioteca Pública de Santa Catarina foi criada em 1854, quando o então presidente da província, João José Coutinho, sancionou a Lei nº 573, em 31 de maio. No entanto, somente em 09 de Janeiro de 1855 é que foi oficialmente inaugurada. Com base na sua data de criação, é possível supor que seja uma das bibliotecas mais antigas do Brasil.
Operando no prédio atual desde 1979, o espaço conta, atualmente, com um acervo formado por títulos de diversas áreas do conhecimento, em suportes variados, além de uma coleção de periódicos e uma de obras raras. Sua missão é manter, conservar e disponibilizar parte da memória cultural do estado para a população catarinense, além de promover o hábito da leitura junto a ela.
Está localizada na área central da capital catarinense, na Rua Tenente Silveira, n. 343. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h e aos sábados, das 8h às 11h45.
Ascom FCC
Os 125 anos de nascimento do escritor e memorialista Ildefonso Juvenal da Silva são o ponto de partida da exposição Ildefonso Juvenal da Silva: um memorialista negro na imprensa catarinense. A mostra fica aberta até 10 de maio, no hall de entrada da Biblioteca Pública de Santa Catarina, com entrada gratuita.
A exposição é composta por 32 imagens alusivas aos aspectos autobiográficos do autor, suas preocupações com a preservação da memória sobre a vida e obra do poeta Cruz e Sousa, entre outros temas como a miséria, questões sanitárias, epidemias, valorização da educação como forma de combater as desigualdades sociais e a existência de práticas de preconceito e racismo. Temas atuais, cujo debate se faz necessário na sociedade.
Quem foi Ildefonso Juvenal da Silva?
Nascido na antiga Desterro, no outono de 1894, Ildefonso Juvenal, filho de Ovídio Medeiros da Silva e Henriqueta Castro e Silva, aquele alforriado e esta liberta desde o nascimento, utilizou-se da educação como instrumento de superação dos estigmas que mantinham a população negra à margem dos meios e mecanismos de ascensão social na provinciana capital do estado.
Órfão de pai aos 12 anos, foi alistado na Escola de Aprendizes a Marinheiros, sediado na parte continental de Florianópolis, onde se presume ter aprendido o ofício de tipógrafo. Nesta instituição se destacou entre os meninos de sua idade, sendo homenageado por seus superiores.
Sua estreia no cenário literário de Florianópolis ocorreu em 1914, aos 20 anos, ao publicar com recursos próprios o livro Contos Singelos. Era apenas o início daquele que viria a ser uma das mais celebres expressões culturais na terra do autor de Broquéis ou, no dizer de Liberato Bittencourt, “Ildefonso Juvenal é assim, fiel, reprodução de Cruz e Sousa em terra Santa”.
Consta em sua biografia profissional os trabalhos realizados nos jornais O Azar e a A Casaca, ambos de 1911; Folha Rosea, de 1915; O Acadêmico, de 1923; e O Miliciano, de 1927. Na Polícia Militar, antiga Força Pública, trabalhou como professor de alfabetização e, mais tarde, após formado farmacêutico pelo Instituto Politécnico de Florianópolis, organizou o setor de Farmácia daquela instituição de segurança pública, chegando a Major no final de sua carreira militar.
Membro de diversas associações literárias, foi cofundador da Associação dos Homens de Cor, do Centro Cívico e Recreativo José Boiteux, do Centro Catarinense de Letras, da Associação Promotora da Herma de Cruz e Sousa e da Associação dos Farmacêuticos de Santa Catarina. Pertenceu, ainda, como membro correspondente da Academia Rio-Grandense de Letras (Rio Grande do Sul), da Academia de Letras José de Alencar (Paraná), da Academia de Letras do Paraná, do Instituto Histórico de Geográfico de Santa Catarina e da coirmã na cidade de Santos, São Paulo.
Ao longo de 50 anos, publicou sobre os mais variados campos do saber, totalizando 17 obras, além de numerosos artigos dispersos nos jornais locais e nos periódicos do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo.
Serviço:
O quê: Exposição Ildefonso Juvenal da Silva: um memorialista negro na imprensa catarinense
Visitação: de 11 de abril a 10 de maio. De segunda a sexta-feira das 8h às 19h. Sábado das 8h às 11h45.
Onde: Biblioteca Publica de Santa Catarina
Rua Tenente Siveira, 343 - Centro - Florianópolis
Classificaçao indicativa: livre
Entrada gratuita