As obras de restauração e ampliação do Museu Nacional do Mar, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) em São Francisco do Sul, seguem avançando, respeitando as etapas técnicas necessárias para garantir qualidade das obras. O contrato, no valor inicial de R$ 10.055.000,00, possui montante executado de R$ 1.379.940,26.
As principais frentes de trabalho são o bloco de administração e biblioteca; restaurante e banheiros adjacentes; Sala dos Botes; Salas da Bahia, do Rio São Francisco, da Pescada Industrial e da Navegação de lazer; e o anexo das canoas. Nesses ambientes estão ocorrendo as etapas preparatórias e estruturantes. Com a conclusão dessas etapas, a próxima serão revestimentos, recomposição de argamassas e instalações, como hidrossanitárias, elétricas e para-raios.
Nos locais necessários, estão sendo executadas valas de aeração para alívio de umidade, mitigando os efeitos da água nas bases das alvenarias. No anexo das canoas, já foram concluídas intervenções importantes, incluindo escavações, serviços de fundação e execução de contrapiso.
As próximas etapas serão a galvanização das estruturas, devido à agressividade ambiental, e sua posterior montagem, viabilizando os demais serviços de esquadrias, brises e cobertura com telhas termoacústicas.
Ao longo da execução, por se tratar de um imóvel com características históricas, foram identificados desafios técnicos importantes. No que se refere ao sistema de coberturas, uma das partes mais sensíveis e estratégicas da edificação, foram desenvolvidas diversas frentes de trabalho, com destaque para o mapeamento das estruturas de madeira da cobertura. Muitas dessas estruturas apresentam condições variadas de deterioração. Assim, a substituição e o reforço desses elementos estão sendo realizados, além da imunização contra agentes biológicos, garantindo a segurança estrutural da edificação e durabilidade.
O governador em exercício, Francisco de Oliveira Neto, participou nesta segunda-feira, 23, da assinatura da ordem de serviço para reforma do Museu do Mar, em São Francisco do Sul. O espaço, que está fechado à visitação desde 2022, vai passar por obras orçadas em R$ 10 milhões com prazo de execução de 36 meses.
“São Francisco do Sul é uma cidade histórica, é um berço do nosso estado. O governador Jorginho Mello, desde o primeiro momento que me avisou que eu ficaria por um período respondendo pelo Governo do Estado, disse que uma das prioridades era eu estar aqui hoje em São Francisco para concretizar esse importante investimento que o Estado está fazendo. É sempre bom lembrar que são instalações históricas que nos remetem à nossa vocação, não só a vocação turística pelo número de pessoas que visitam São Francisco, mas especialmente pela preservação da memória da nossa colonização, daquilo que é o fundamento do nosso estado de Santa Catarina e da característica da sua ocupação”, afirmou o governador em exercício, Francisco de Oliveira Neto.
A presidente da Fundação Catarinense de Cultura, Maria Teresinha Debatin, comemorou a autorização para a reforma e lembrou que, desde que o governador Jorginho Mello soube da situação do Museu, determinou a reforma para reabertura do local. “A importância é incontestável. Nós temos aqui um acervo como não se vê em outro lugar do Brasil. Quando a gente pensa em patrimônio material e imaterial, a gente tem aqui a materialidade da história e a gente tem as histórias sobre esta materialidade. Então a importância do museu é impossível até a gente mencionar Seja para preservação da história, seja para manter a história para o visitante, para aqueles que visitam São Francisco do Sul, que visitam Santa Catarina e vêm conhecer o acervo guardado aqui neste município”, analisou a Maria Teresinha Debatin.
O museu reúne em seu acervo uma grande diversidade de embarcações de várias regiões do país. A obra está orçada em pouco mais de R$ 10 milhões custeados pelo Governo do Estado e pelo Governo Federal, com prazo de execução de 36 meses. O contrato prevê três frentes de trabalho: restauração da cobertura, ampliação do anexo e restauração das edificações existentes.
“Sem dúvida nenhuma, nosso Museu do Mar é uma das maiores atrações turísticas de nossa cidade. Tem a nossa praia, nosso centro histórico, a nossa Baía, mas o Museu do Mar, sem dúvida nenhuma, tem uma relevância muito grande. Infelizmente ficou fechado por um tempo, mas o governador, agora, sensibilizado com esse problema, está assinando a ordem de serviço para iniciarmos a recuperação”, disse o prefeito de São Francisco do Sul, Godofredo Gomes Moreira Filho.
Sobre o museu
Os galpões da extinta empresa de navegação da Cia Hoepcke, no município de São Francisco do Sul, a 189 quilômetros de Florianópolis, hoje abrigam o Museu Nacional do Mar – Embarcações Brasileiras, criado em 1991 pelo decreto 615, de 10 de setembro, inaugurado em dezembro de 1992 e aberto oficialmente à visitação do público no início de 1993. O espaço reúne em seu acervo uma grande diversidade de embarcações de várias regiões do país.
A ideia de se criar um museu no local surgiu na década de 1980, durante os estudos para o tombamento do centro histórico de São Francisco do Sul. Entre 2003 e 2004, o local passou por obras para receber uma grande diversidade de embarcações. O acervo está organizado em 18 salas divididas por temas. Entre as peças, estão mais de 91 barcos em tamanho natural, cerca de 150 peças de modelismo e artesanato naval e a Coleção Alves Câmara, do século XXI (reprodução da coleção original que se encontra no espaço cultural da Marinha, no Rio de Janeiro). Tudo está identificado com textos, imagens explicativas e trilha sonora com músicas folclóricas das diversas regiões brasileiras e a música tema do museu, produzida especialmente para esta finalidade.
A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) já tem licitada e contratada a empresa que executará a obra de arquitetura e engenharia para restauração e ampliação do Museu Nacional do Mar - Embarcações Brasileiras, em São Francisco do Sul. A Projete Engenharia e Construções LTDA foi a vencedora da licitação.
A Ordem de Serviço será entregue nos próximos dias à empresa. O valor do contrato é de R$ 10.055.000,00 e o prazo para execução será de 1.080 dias contados a partir da pertinente Ordem de Serviço.
O Museu Nacional do Mar - Embarcações Brasileiras, espaço administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) em São Francisco do Sul, recebeu nesta quinta-feira (23) a visita do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, e de representantes de instituições parceiras para abordar a questão da reforma do espaço temporariamente fechado à visitação. A diretora de Patrimônio Cultural da FCC, Leila Regina Pereira dos Santos, esteve presente na reunião, acompanhada do engenheiro Daniel Cravo e do arquiteto Sidnei Machado, ambos da Secretaria de Estado da Infraestrutura (SIE). Participaram, ainda, representantes da Associação Empresarial de São Francisco do Sul, da Associação dos Amigos do Museu Nacional do Mar, do Iphan em Santa Catarina e o prefeito de São Francisco, Godofredo Gomes Moreira Filho.
Ao longo da visita, o grupo percorreu o prédio do Museu, localizado no Centro Histórico de São Francisco do Sul, à beira da Baía da Babitonga, e pode conferir onde será realizada a reforma. O encontro ainda teve uma reunião sobre a proposta da FCC de usar, além dos R$ 3 milhões disponibilizados pelo Governo do Estado, outros R$ 7,9 milhões via Lei Rouanet. Na ocasião, os representantes da SIE adiantaram que, até meados de junho, a licitação estará pronta para ser lançada e publicada.
"Esse encontro foi um momento em que as instituições estiveram juntas para levar adiante todo esse processo", explica a diretora de Patrimônio Cultural da FCC, Leila Regina Pereira dos Santos. "O Museu do Mar tem importância nacional e internacional. Além do destaque para cultura e patrimônio local, para a cidade, ele também é reconhecido no cenário internacional, pois é o maior da América Latina e um dos maiores do mundo com a temática náutica e de barcos artesanais", avalia o presidente da FCC, Rafael Nogueira.
O encontro sela os esforços contínuos que a FCC vem empregando no sentido de que as obras do Museu Nacional do Mar saiam do papel e, assim, seja possível devolver este patrimônio a todos os catarinenses. Ao longo do período em que está sem receber a visitação do público, o Museu segue com trabahos internos, menos aparentes talvez, mas nem por isso menos necessários.
Uma equipe composta por técnicos da Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e da Secretaria de Estado da Infraestrutura realizou uma visita ao Museu Nacional do Mar - Embarcações Brasileiras, em São Francisco do Sul, na tarde desta quarta-feira (28). O objetivo foi fazer uma avaliação das condições do prédio, atualmente fechado para visitação do público.
Em breve, uma equipe especializada deve voltar ao local para continuar o levantamento das informações necessárias para o processo de restauro deste patrimônio de Santa Catarina e do Brasil. O Museu Nacional do Mar está temporariamente fechado ao público e abriga em seu acervo uma grande diversidade de embarcações de várias regiões do país.
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