Neste sábado, dia 08 de março, o documentário "QI - A Energia Cósmica" será exibido gratuitamente na Sala de Cinema Gilberto Gerlach, localizada no Centro Integrado de Cultura (CIC) em Florianópolis, Santa Catarina. A sessão terá início às 19h30 e contará com classificação livre, sendo aberta para todas as idades.
O evento promete levar o público a uma jornada reveladora pelos mistérios do Qi, uma poderosa forma de energia que há milhares de anos compõe as bases da medicina, da filosofia, das artes marciais e do cultivo espiritual nas culturas tradicionais asiáticas.
Dirigido e produzido pelo cineasta brasileiro Felipe Boertz, o filme traz imagens captadas em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Paraguai, explorando a influência do Qi na vida de três personagens: um monge shaolin, um mestre acupunturista e um paciente terminal que tiveram suas vidas transformadas pela prática avançada do controle energético, também conhecida como Qi Gong (ou Chi Kung).
Dentre os entrevistados, destaca-se o renomado acupunturista taiwanês Lin Pin Chuan, fundador do Instituto de Terapia Oriental (ITO) e mestre do Método Lin, técnica utilizada para tratar o último imperador da China com apenas uma agulha. Esse conhecimento foi transmitido secretamente de pai para filho através das gerações até os dias atuais.
Com duração de 75 minutos, o documentário mescla elementos da cultura milenar chinesa com os desafios contemporâneos da modernidade, mostrando como o controle do Qi pode proporcionar força, poder de cura, percepção sobrenatural e a elevação espiritual. O contraste entre os estressantes cenários urbanos e os templos budistas místicos enfatiza o conflito interno dos personagens na busca por espiritualidade em meio à vida moderna.
Após a exibição, haverá um bate-papo exclusivo com o diretor Felipe Boertz, abordando os temas de espiritualidade e cinema, proporcionando ao público um espaço para reflexão e troca de ideias sobre os mistérios do Qi e sua representação na sétima arte.
O Cineclube da Mostra de Cinema Infantil está de volta à programação do Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), a partir de março. As sessões ocorrem sempre aos sábados, às 16h, com entrada gratuita e por ordem de chegada (limitada à capacidade do espaço de 137 lugares). A iniciativa conta com apoio do Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS/SC) e da Fundação Catarinense de Cultura (FCC).
Confira a programação de março:
Dia 8/3: Filme "Sete cores da Amazônia"
De Ana Ligia Pimentel, ficção, Brasil, 2022, 79 min
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Sarah é mais uma menina que vive nas inúmeras palafitas da periferia de Manaus. Acostumada com sua rotina de pobreza, ela vê seu mundo se expandir enormemente quando conhece sua avó Ceucy e embarca em uma jornada de descoberta de suas raízes indígenas.
Dia 15/3: Sessão curtas-metragens da Mostra
Duração: 45min30
Classificação indicativa: Livre
Com exibição dos filmes:
Alma de graveto (de Marcos Faria, animação, SP, 2024, 9 min): No coração das montanhas, mora um artista que ama criar personagens usando vários elementos da natureza. Em meio a essas criações, um doce personagem ganha vida: Graveto. A partir de então, Graveto se enche de coragem, sai mundo afora e encontra toda uma diversidade de seres feitos de folhas, flores, sementes, gravetos, cascas de frutas, pedrinhas etc. Uma jornada recheada de descobertas, humor, trapalhadas e amor. Alma de Graveto, um convite a nos conectar à natureza.
Manu sonha com onças (de Daniel Og, animação, RJ, 2023, 5min30): "Manu sonha com onças" é a história de um sonho da menina Manuela, que, esta noite, se encontra com os felinos que habitam sua imaginação e a ajudam a despertar sempre um pouco mais pra quem ela é e o que quer ser no mundo. Um filme que nos lembra a criança que somos e de escovar os dentes antes de dormir!
Cozinhando com Boris/Baking with Boris (de Masa Avramovic, animação, França/Suíça/Croácia, 2023, 8 min): Todas as manhãs, Boris, o padeiro do vilarejo, assa uma fornada de pães crocantes e bolos macios para todos os vizinhos, até que…Atchim! Ele não consegue parar de espirrar, se tornou alérgico a farinha. Como ele vai continuar cozinhando para todas as pessoas do vilarejo?
Pororoca (de Fernanda Roque e Francis Frank, animação, MG, 2024, 6 min): Adaptado do texto “A inacreditável história do pescador”, de T. Dalpra Jr, "Pororoca" é fruto do amor entre a baleia e o peixe-boi. Uma metáfora do agitado e caudaloso encontro da água do mar com a água do rio.
PiOinc (de Alex Ribondi e Ricardo Makoto, animação, DF/GO, 2023, 17 min): Oinc é um porquinho solitário que sempre brincava sozinho. Um dia, ele encontra Pi, um passarinho recém-nascido que estava perdido e que o segue até em casa. Oinc tenta ajudar o amigo a voltar ao seu lar, porém Pi não tem uma das asas. Uma história sobre amizade, e como as diferenças são de grande valor!
Dia 22/3: Filme "Tarsilinha" - Em parceria com a Maratona Cultural
De Célia Katunda e Kiko Mistrorigo, Brasil, animação, 2021, 93 min
Classificação indicativa: livre
Sinopse: Tarsilinha é uma garota de 8 anos que embarca numa jornada fantástica para recuperar a memória de sua mãe. Para isso ela precisa encontrar objetos muito especiais: as lembranças que foram roubadas. Em sua jornada, Tarsilinha verá coisas incríveis e fará amigos, mas também terá que enfrentar seus medos, superar obstáculos e voltar para casa em segurança com todas as lembranças.
O Cinema Gilberto Gerlach, no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe no dia 28 de fevereiro, às 19h, a exibição do documentário "Costurando Histórias - Moda e Memória na Capital Catarinense", de Ana Luisa Antonioli. A entrada é gratuita e os ingressos serão disponibilizados no Sympla.
Resultado do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o documentário aborda a relação entre a moda e o contexto social-político-econômico na segunda metade do século XX em Florianópolis, com foco na modernização da Capital. A produção mostra, a partir das vestimentas do acervo da Modateca — Projeto de Extensão Permanente da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) — e das histórias de familiares, clientes e amigos dos costureiros Olga Mafra e Galdino Lenzi, como viviam as pessoas neste período, relacionando vivências pessoais, histórias familiares e o contexto histórico brasileiro e mundial. Além disso, valoriza a moda brasileira e conscientiza a comunidade sobre a importância da memória material para o estudo e entendimento da história.
A artista Elke Hülse apresenta, a partir do próximo dia 12 de fevereiro, a mostra "Sim, Tapeçaria". O trabalho ficará exposto no Espaço Oficinas, no Centro Integrado de Cultura (CIC), até até 10/03, com visitação gratuita de terça a domingo, das 10h às 21h. Serão expostas 16 obras.
"Tecer uma tapeçaria é estar em contínuo aprendizado, disposta a experimentar e usar o tempo como aliado. O processo inicia com a escolha da imagem e ao longo dos últimos anos tenho tecido rostos de meninas de diferentes nacionalidades e culturas, registrando assim as suas peculiaridades e individualidades. Cada novo cartão fixado sob a urdidura é um exercício técnico do início ao fim", relata a artista Elke Hülse.
Sobre a artista:
Natural de Blumenau, tapeceira, artista visual, pesquisadora e professora. Graduada em Educação Artística e mestre em Artes Visuais, pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e com especialização em Arte e Educação pela Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc). Realizou diversas exposições no Brasil, na Europa, China, Austrália e nas Américas. Vive e trabalha em Criciúma, Brasil.
Serviço:
Exposição Sim, Tapeçaria!
Artista: Elke Hülse
Curadoria: Luciane Garcez, Sandra Makowiecky
Abertura: 12/02/25, quarta-feira, das 18h30 às 20h30
Visitação: até 10/03, de terça a domingo, das 10h às 21h
Local: Espaço Oficinas - Centro Integrado de Cultura (CIC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 – Florianópolis
Entrada gratuita.
As tapeçarias criadas pelo artista Almir Tirelli, sob a guarda da Fundação Catarinense de Cultura, estão definitivamente expostas no hall do Centro Integrado de Cultura. Os painéis foram doados pela Infraero à FCC em 2020. Logo que chegaram à instituição, as obras passaram por processo de limpeza e conservação por técnicos do Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor) e, em 2021, foram expostas no Museu Histórico de Santa Catarina. Agora, estão disponíveis para apreciação do público na ala norte do CIC.
A tapeçaria foi criada exclusivamente para recepcionar os viajantes que chegavam ao aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, inaugurado em 1976. As obras apresentam elementos do cotidiano ilhéu, com referências ao saber fazer, à arquitetura e às celebrações relacionadas à cultura florianopolitana, como a Ponte Hercílio Luz, o Palácio Cruz e Sousa, a Festa do Divino, o artesanato focado na renda de bilro, casarios luso-brasileiros, folclore, a Lagoa da Conceição, a pesca da tainha, entre outros.
O artista Almir Tirelli é natural do Maranhão. Como artesão autodidata, veio para Santa Catarina no fim dos anos de 1960, estabelecendo-se inicialmente em Palhoça e, pouco depois, na Lagoa da Conceição, em Florianópolis, onde viveu até meados dos anos 1990.