O Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC) promove na quinta-feira (3), às 19 horas, em sua sede – Palácio Cruz e Sousa, a abertura das exposições “Caminho do Silêncio”, de Eliane Veiga, e “Multiverso”, de Gustavo Maia. Enquanto a primeira aborda a fé e a religiosidade, a segunda mescla em sua temática a compulsão por preencher espaços vazios e as formas imaginárias originadas na era digital. As exposições poderão ser visitadas até 04 de outubro e a entrada é gratuita.
A figura do anjo permeia todos os trabalhos de “Caminho do Silêncio”. A artista Eliane Veiga ressalta que o anjo integra sua poética e as memórias afetivas que fazem parte de sua vivência. Eliane explora essa lembrança a partir de diversas linguagens, como a fotografia, a pintura, a gravura e a escultura em cerâmica. Uma instalação composta por mil terços, um genuflexório, fotografias de anjos e um vídeo-arte estão entre as obras apresentadas na mostra. “Os trabalhos de Eliane Veiga há muito que fazem uso do repertório de imagens e convenções católicas. Essa apropriação de imagens, presente numa série de trabalhos a partir de registros de esculturas de anjos em cemitério, migra agora para uma apropriação do material de uso ritualístico: os rosários. Como passagem de um procedimento à outro, está o trabalho do genuflexório, onde Eliane opera entre a apropriação direta e um desvio do ritual católico”, destaca o artista catarinense Fernando Lindote.
Já em “Multiverso”, o artista mineiro Gustavo Maia busca apreender a velocidade da era digital a partir da pintura, meio que se consolidou através da capacidade de eternizar o transitório. Para ele, tecnologia, os computadores e os softwares de desenho ajudaram a criar uma nova e irreversível imagoteca universal, submergindo-nos numa proliferação incontrolável de imagens que se espalha de forma viral pelos meios de comunicação. O artista aponta que sua intenção é criar espaços onde múltiplos planos se juntem e colidam, buscando acumular distintos gêneros em ambiente de convivência.






