Considerada uma das obras mais marcantes da música erudita, o "Réquiem em Ré menor" (K.626), de Wolfgang Amadeus Mozart, será interpretado pela Camerata Florianópolis e coro sinfônico, sob a regência do maestro Jeferson Della Rocca, no dia 18 de abril, às 20h30, no Teatro Ademir Rosa (CIC). Além dos músicos da orquestra, estarão no palco como solistas Masami Ganev (soprano), Débora Almeida (contralto), Guilherme Albanaes (tenor) e Javier Venegas (baixo).
Com a direção de Produção de Maria Elita Pereira, o concerto conta com o patrocínio do FORT Atacadista e da ENGIE, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura - Ministério da Cultura - Governo Federal.
A obra escolhida tem cerca de 230 anos e é uma das mais conhecidas do compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart: o Réquiem em Ré menor (K.626). O termo "Requiem" designa uma missa fúnebre e faz referência à primeira linha do texto litúrgico “Requiem aeternam dona eis, Domine” (“dá-lhes o repouso eterno, Senhor”). Diversos compositores escreveram suas versões de Requiem ao longo da história, como Verdi, Fauré, Duruflé e Brahms. No entanto, o de Mozart é considerado um dos mais emblemáticos, composto para quarteto vocal solista, coro e orquestra.
A última vez que a Camerata apresentou esta obra foi em 2017, também no Teatro do CIC, e com a participação do Polyphonia Khoros.
SOBRE A OBRA
A história da obra também é marcada por mistério. Em março de 1791, Mozart regeu em Viena um de seus últimos concertos públicos, tocando o Concerto para Piano nº 27 (KV 595). Pouco tempo depois, um desconhecido, que se recusou a se identificar, encomendou a composição de um Requiem em Ré menor. Após o pagamento de um adiantamento, informou que retornaria em um mês.
Na sequência, Mozart foi chamado a Praga para compor a ópera A Clemência de Tito, em homenagem à coroação de Leopoldo II. Conta-se que o misterioso personagem reapareceu no momento da partida do casal, cobrando a obra. Mais tarde, especulou-se que o emissário teria sido enviado pelo conde Walsegg-Stuppach, que havia perdido a esposa e desejava utilizar o Requiem em sua cerimônia fúnebre, atribuindo a autoria a si próprio — prática que, segundo relatos, ele já teria adotado anteriormente.
Mozart, fragilizado pela doença e marcado pela perda recente de seu pai, impressionado com o caráter misterioso da encomenda, acreditava que estava compondo para seu próprio funeral. Antes de morrer, deixou completas apenas três seções com coro: Introito, Kyrie e Dies Irae. As demais partes estavam incompletas, com algumas anotações para seu discípulo Süssmayr, que assumiu a finalização da obra, incluindo a composição integral do Franz Xaver Sanctus e a reutilização de temas do Introito e Kyrie no Communio, para dar unidade à peça. Uma das influências para a obra foi o Requiem, de Michael Haydn.
A estreia aconteceu em Viena, em 2 de janeiro de 1793, em um concerto beneficente em favor da viúva de Mozart, Constanze Weber. A obra foi novamente executada em 14 de dezembro do mesmo ano, durante uma missa dedicada à esposa do conde Walsegg.
Ingressos à venda no site Blueticket ou na sede da orquestra (Rua Joe Collaço, 708, bairro Santa Mônica, Florianópolis).
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