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Uma pesquisa do Laboratório de Materiais do Ateliê de Conservação e Restauração de Bens Culturais Móveis (Atecor) acerca da réplica da pintura da Primeira Missa no Brasil, de Sebastião Vieira Fernandes, foi publicada no periódico internacional Journal of Molecular Structure. O trabalho foi coordenado pelo químico responsável do laboratório, Thiago Guimarães Costa; e teve como co-autores o historiador Fabio Ritcher e a conservadora-restauradora Marcia Escorteganha, ambos também técnicos da Fundação Catarinense de Cultura (FCC), com parcerias de pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal Fluminense (UFF). O Atecor é vinculado à Diretoria de Preservação do Patrimônio Cultural da FCC.
 
O trabalho interdisciplinar, além de relatar um pouco da história da obra datada de 1929 que faz parte do acervo do Museu Histórico de Santa Catarina, conta com a análise de parte dos materiais constitutivos da pintura. Os resultados mostraram que existe correlação entre a composição elementar dos pigmentos utilizados por Victor Meirelles, autor da obra original, e por Fernandes, o que pode indicar que realmente o discípulo seguiu minuciosamente a formulação do mestre na preparação da réplica, mesmo depois da morte de Meirelles, utilizando materiais semelhantes. A descoberta irá auxiliar os conservadores na identificação de problemas e do estado de conservação da obra. 
 
O artigo completo, intitulado Multi-technical analysis as a tool to investigate structural species in the “replica” of First Mass in Brazil painting by Sebastião Vieira Fernandes ( em português Análise multitécnica como uma ferramenta para investigar espécies estruturadas  na "réplica" da Primeira Missa no Brasil pintada por Sebastião Vieira Fernandes), pode ser cessado na íntegra no link do periódico.
 
Discípulo e contemporâneo de Victor Meirelles, Sebastião Fernandes reproduziu fielmente a obra de seu mestre, Primeira Missa no Brasil, a pedido de Lauro Müller, primeiro governador republicano de Santa Catarina, logo após a proclamação da República. Devido ao valor que teria sido oferecido pela obra, depois de concluída, o artista preferiu mantê-la em seu poder. O que chama a atenção no trabalho é a perfeição nos detalhes com que a obra foi produzida, mesmo em tamanho reduzido quando comparado com a original.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação FCC