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Uma parceria inédita entre a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), a Camerata Florianópolis e o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP) instalado dentro do Complexo Penitenciário da Agronômica, em Florianópolis, proporcionou aos pacientes uma tarde de música em família na festa de Natal realizada todos os anos na instituição. A apresentação da orquestra ocorreu na tarde desta quinta-feira (13), com repertório de canções natalinas e um tributo à Música Popular Brasileira.

"Realizamos um sonho com a Camerata, considerada uma das maiores orquestras de Santa Catarina com reconhecimento nacional e internacional", explicou a diretora de Difusão Artística da FCC, Mary Garcia, responsável pelo contato inicial com a orquestra.

Antes da apresentação da Camerata, os pacientes e seus familiares prestigiaram a apresentação de uma coreografia especialmente preparada pela professora de yoga que dá aulas na instituição. Uma feliz surpresa ficou por conta da apresentação de um dos pacientes do Hospital, que executou três canções ao teclado e emocionou todos os presentes.

O Hospital de Custódia atende 79 pacientes para tratamento de transtornos mentais. Segundo o diretor do Hospital, Márcio Goulart, a apresentação da Camerata só se tornou possível após a realização de uma parceria com a FCC, com a qual o HCTP irá desenvolver em 2019 oficinas de artes destinadas aos pacientes que participam do programa Alta Progressiva, uma ação de desinternação gradual.

A Camerata Florianópolis não cobrou cachê para tocar no espetáculo. De acordo com o maestro Jeferson Della Rocca, esta foi a oportunidade de a orquestra contribuir para a reinserção dos internos na  sociedade. A maioria deles cometeu crimes em surtos psicóticos, e a arte é uma ferramenta que pode ajudar na sua recuperação. “Queremos abrir o coração para ajudar o outro a se reerguer”, afirmou o maestro. “Se não podemos reconstruir o passado, devemos ajudar a criar um novo futuro para eles. Em vez de julgar, temos que dar a mão para ajudar essas pessoas a se reerguerem”.

A última edição de 2018 do TAC 8 Em Ponto terá o lançamento do álbum Canto Quântico, do cantor e compositor Rodrigo Piva. O espetáculo será na próxima terça-feira (18), às 20h, no Teatro Álvaro de Carvalho. O TAC 8 Em Ponto é um projeto promovido pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC).

O show tem a direção do instrumentista catarinense Rafael Calegari, que também assina os arranjos e a produção do CD, que é o quarto da carreira de Rodrigo Piva. Participam do espetáculo os músicos Uiliam Pimenta (teclado) e Neto Fernandes (bateria), que, ao lado de Calegari (baixo), formam o Rivotrio, um dos mais destacados grupos de música instrumental do estado, além do saxofonista Fábio Mello. Como convidados especiais, que também estão no disco, o cantor Leleco Lemos e os instrumentistas Rogério Piva (violão), Jorge Lacerda (baixo) e o filho mais novo de Rodrigo, Victor Piva (guitarra).

Serviço:

O quê: Lançamento do álbum Canto Quântico, de Rodrigo Piva - TAC 8 Em Ponto
Quando: 18/12/2018, às 20h
Onde: Teatro Álvaro de Carvalho (TAC)
Rua Marechal Guilherme, 26 - Centro - Florianópolis
Ingressos: R$ 20 inteira e R$ 10 meia-entrada

A Noite de Tangos Clássicos será um espetáculo especial, com a participação do pianista Luiz Gustavo Zago e do cantor Gustavo Lorenzo acompanhando o casal de bailarinos Fabiano Silveira e Juliana Figueredo. No repertório, uma mescla de clássicos de Piazzola com tango tradicionais, como Uno, Por una cabeça, El dia que me queiras.

Uma noite para juntar os apaixonados por boa música e dança e os amantes do Tango da Ilha.


Serviço:

O quê: Espetáculo Noite de Tangos Clássicos
Quando: 13/12/2018, às 21h
Onde: Teatro Ademir Rosa - Centro Integrado de Cultura (CIC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis
Ingressos:
PLATEIA
R$ 80,00 inteira; R$ 40,00 meia entrada (ESTUDANTE, IDOSO, DEFICIENTE, MENOR DE 18 ANOS, DOADOR DE SANGUE, PROFESSOR); R$ 40,00 Clube Noticias do Dia.
PLATEIA SUPERIOR
R$ 50,00 inteira; R$ 25,00 meia entrada (ESTUDANTE, IDOSO, DEFICIENTE, MENOR DE 18 ANOS, DOADOR DE SANGUE, PROFESSOR); R$ 25,00 Clube Noticias do Dia.

** Venda nas bilheterias dos teatros e no site da Blueticket. Ingressos numerados.

Mais informações: https://www.facebook.com/events/368000013744778/

O Espaço Oficinas, no Centro Integrado de Cultura (CIC), recebe a partir de 13 de dezembro, às 19h, a exposição Linguagem do mundo no mundo da linguagem, de Laïs Krücken. Com curadoria de Jayro Schmidt, a mostra fica aberta à visitação até 27 de janeiro de 2019, sempre de terça-feira a domingo, das 10h às 21h. A entrada é gratuita.

Laïs Krücken elabora suas obras a partir de um olhar intimista sobre elementos da natureza, sementes folhas, cascas de árvores, pedras, pigmentos etc. Esses elementos, coletados e preparados, são transferidos de contexto, “traduzidos” da sua linguagem natural, ou linguagem da natureza, para a linguagem humana, ou linguagem da cultura, em forma de objeto, de colagem ou de pintura. Assim, de uma rede à outra, se traçam linhas que se iluminam pela sustentação de aportes teóricos.

Serviço:

O quê: Exposição Linguagem do mundo no mundo da linguagem, de Laïs Krücken
Abertura: 13 de dezembro, às 19h
Visitação: de 14 de dezembro de 2018 a 27 de janeiro de 2019. De terça-feira a domingo, das 10h às 21h.
Onde: Espaço Oficinas - Centro Integrado de Cultura (CIC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600 - Agronômica - Florianópolis
Entrada gratuita

De dezembro a fevereiro, o Museu Histórico de Santa Catarina, sediado no Palácio Cruz e Sousa, no centro de Florianópolis, recebe a exposição de curta duração Paisagem Passagem: uma ponte em 30 dias, do artista MC Coelho. A mostra foi contemplada no edital de exposições temporárias do museu.

Conforme o artista, a exposição está baseada num diário visual com a Ponte Hercílio Luz como personagem principal. É um recorte temporal, num ato de desenhar durante todo o mês de setembro de 2017, o que resultou em trinta e cinco trabalhos com uma mesma técnica: lápis de cor aquarelável sobre papel preto. Todos os desenhos foram executados in loco em uma a três horas, com exceção de alguns poucos que foram concluídos em duas etapas, principalmente em virtude de chuvas ou ventos muito fortes.

A proposta da exposição é compartilhar os desenhos de uma forma a propiciar uma experiência estética com a imersão através da visão do conjunto. As imagens estão dispostas na mesma sequência em que foram desenhadas durante os 30 dias. A cronologia é tal qual o artista foi assimilando a paisagem. Na primeira quinzena os desenhos foram realizados a partir das cabeceiras insular e continental. Na segunda quinzena uma parte é dos desenhos é feita dentro da ponte, junto com as atividades dos operários destacando o movimento constante dos trabalhadores nas passagens da estrutura, sob os andaimes, as torres, subindo e descendo dos guindastes, em terra e em mar.

Foi necessário entender melhor o funcionamento da estrutura de apoio para a desmontagem e reconstrução da ponte. A nova estrutura de apoio que se mistura com a antiga criando uma visão inteiramente nova e efêmera na paisagem. Neste momento a ponte não é apreensível como o velho cartão postal. No lugar de uma totalidade o fragmento, no lugar de linhas simples, a complexidade e hibridismo das formas. Este conjunto estrutural precisava ser visto mais de perto. Assim, foi solicitada uma autorização prévia para fazer algumas visitas técnicas e então desenhar e pintar sobre a passagem da ponte. Para andar na estrutura, além de muita atenção, foi preciso se adequar às normas de segurança: uma maior proteção para os pés, um capacete de obras e sempre portar um casaco corta-vento.

Sobre o processo de trabalho do artista
A ponte é um lugar que o artista costuma desenhar de vez em quando, mas a sequência constante permitiu observar de uma forma mais intensa as passagens do tempo, da luz, dos ventos, dos fluxos das marés. O canal do Estreito é o ponto mais próximo entre a ilha e o continente. Permanecer nas cabeceiras no cotidiano ajudou ao artista perceber parte de um contato perdido com o mar. Perceber cada hora do dia como especial, o começo da manhã, o meio-dia, o fim da tarde. E as noites com as luzes da cidade, dos bairros, a escuridão do céu ampliada pela escuridão da gigante estrutura apenas com as pequenas luzes de alerta verdes e vermelhas. Enfim, uma mudança a cada instante.

Interação com os pescadores e operários da ponte
O processo de trabalho na rua normalmente é desenhar no momento sem precisar continuar o trabalho no atelier, ou seja, não há retoques, não há acabamento. O fato de permanecer algumas horas num único lugar, observando e desenhando acaba propiciando uma interação com as pessoas que estão de passagem. Muitas vezes foram colocadas opiniões sobre o trabalho, sugestões, críticas, mas acima de tudo a admiração da prática do desenho no local e as palavras de incentivo. Houve muitas conversas, risos, confidências. No caso das cabeceiras a presença simpática dos pescadores e moradores que habitam embaixo da grande estrutura e que mantém uma parte desta tradição do encontro com o mar e os ventos.

Sobre o artista
Mário César Coelho ou MC Coelho como é mais conhecido é natural de Florianópolis. Arquiteto, fez mestrado e doutorado em História na UFSC. A dissertação Moderna Ponte Velha foi defendida em 1997. A tese de Doutorado enfoca os Panoramas Perdidos de Victor Meirelles. Professor do Departamento de Expressão Gráfica/CCE/UFSC, atualmente pesquisa a relação entre quadrinhos e Arquitetura. Participou como pesquisador no documentário Ponte Hercílio Luz: patrimônio da humanidade do diretor Zeca Pires. Realizou as exposiçõesCores Traços Rastros no Museu Hassis em 2012 e Ruínas em Florianópolis na Fortaleza de Anhatomirim em 1992. Participou da Oficina Bonson revisitado: percursos. Seu desenho da ponte foi capa do DC em 16 de maio de 2015. Publicou os capítulos Victor Meirelles e a Empresa de Panoramas em Victor Meirelles: novas leituras; A Ponte Cartão-Postal em A Casa do Baile; Visões do Desterro em Encantos da Imagem entre outros.


Serviço:

O quê: Exposição Paisagem Passagem: um ponte em 30 dias
Artista: MC Coelho.
Abertura: 13 de dezembro de, às 19h.
Visitação: de 14 de dezembro de 2018 a 3 de fevereiro de 2019.
Horário: de terça a sexta-feira, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h.
Local: Sala Martinho de Haro - Museu Histórico de Santa Catarina
Localizado no Palácio Cruz e Sousa - Praça XV de Novembro - Centro - Florianópolis
Informações: (48) 3665-6363