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Representantes do segmento brasileiro de Arqueologia estiveram reunidos na tarde desta terça-feira, 10 de agosto, com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, procurando estabelecer parceria com o ministério para a inserção da área nas políticas públicas de Cultura.

Solicitaram, também, apoio para aumentar a visibilidade da profissão no cenário nacional.Entre as principais reivindicações do grupo consta o fortalecimento e a ampliação do escopo da Arqueologia no Plano Nacional de Cultura (PNC), além da inclusão da área em instâncias de planejamento e estratégias governamentais tais como o Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas - PAC Cidades Históricas.

Pediram, ainda, apoio para o lançamento de edital de divulgação do conhecimento sobre o patrimônio arqueológico, além de um lugar para a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) no Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC) e na Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), entre outras coisas.

O ministro Juca Ferreira reconheceu a importância deste segmento profissional na gestão do patrimônio cultural, principalmente, em ações preventivas de preservação dos bens públicos. Comprometeu-se em viabilizar a elaboração de projetos que incluam o setor nas políticas de Cultura.

Dos itens apresentados pelos arqueólogos, o ministro manifestou especial interesse pela criação de um museu nacional de Arqueologia, em Brasília, e na realização de um mapeamento de todos os sítios arqueológicos do país.

Participaram da reunião o presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira, Eduardo Neves; o representante do Instituto de Arqueologia Brasileiro, Ademar Dias; a representante da Fundação Oswaldo Cruz, Sheila de Souza; além de representantes de departamentos de Arqueologia de várias universidades brasileiras, entre outros presentes.

Os assessores especiais do ministro da Cultura, Fred Maia e Armando Almeida, que companharam a audiência, e também as representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC), Maria Clara Migliacio e Maria Lúcia Pardi, ficaram responsáveis por futuros contatos com a categoria, no atendimento da pauta de reivindicações

O IPHAN está lançando o 6º Edital de Seleção do Programa de Especialização em Patrimônio (PEP) para selecionar candidatos à turma 2011. Este Programa de bolsas destina-se a profissionais recém-graduados em diversas áreas do conhecimento, para sua especialização no campo da preservação do patrimônio cultural durante 24 meses. Os candidatos selecionados serão especializados por meio de sua integração em diversas unidades do IPHAN, distribuídas no território nacional. As inscrições estão abertas até o dia 04 de março de 2011, conforme determinações do Edital.
 
Para ler o edital completo, clique:  BAIXAR
 
O Brasil poderá contar a partir de outubro com uma universidade aberta na área de museologia. Segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José Nascimento Junior, a intenção é capacitar profissionais de todo o país que já trabalham em museus, mas sem formação específica. Haverá cursos de pós-graduação e de curta duração transmitidos por aulas virtuais ou presenciais, em Brasília.

"Nossa meta é fazer inventários dos acervos e conscientizar os museus para a importância de aplicar o plano de segurança nacional que elaboramos. Quanto aos investimentos, passamos de R$ 25 milhões em 2003 para os atuais R$ 120 milhões anuais", disse.

Ele acredita que o aumento de recursos influencia diretamente o crescimento no número de vistantes, que passou de 15 para 33 milhões de pessoas. Mesmo com a ampliação do acesso, os museus ainda estão concentrados no Sudeste do país. O Norte e o Centro-Oeste são as regiões mais carentes de museus e centros culturais.

"Existe uma concentração histórica de instituições culturais no litoral. Para rompermos com isso estamos buscando apoiar museus que querem ser federalizados ou criados nas outras regiões", explicou Nascimento. Além disso, foram criados pontos de memória em áreas carentes, como a cidade Estrutural, em Brasília, e o Morro Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro.

O Ibram cuida de 28 museus ligados diretamente ao Ministério da Cultura e também é responsável pela Política Nacional de Museus, que orienta os 2.870 museus brasileiros. O instituto foi criado em 2009, mesmo ano da aprovação do Estatuto dos Museus.

O Ministério da Cultura abriu inscrições para o curso online de gestão cultural gratuito cujo objetivo é capacitar de forma continuada agentes cultural dos setores pública e privada. O objetivo geral é qualificar a demanda no setor cultural.
 
Além disso, ele visa contribuir para a melhoria dos resultados dos projetos culturais, por meio da formação de uma nova cultura gerencial comprometida com a transformação dos setores público e privada, responsável pela administração da área cultural.
 
Em Florianópolis/SC as inscrições estão abertas entre os dias 07/06 a 24/09 para o curso de nivelamento, pelo qual os inscritos serão avaliados em uma prova sobre a 1ª fase do projeto, que leva assinatura da FGV (Fundação Getúlio Vargas).
 
Objetivos complementares do curso

 

  • Capacitar artistas, gestores, empreendedores, administradores, técnicos e produtores culturais com experiência em distintas áreas, para atuarem na gestão de atividades culturais, nas esferas públicas e privadas.
  • Proporcionar uma visão integrada das áreas de administração, economia, direito, marketing, artes e cultura.
  • Preparar o profissional para elaborar e desenvolver as etapas necessárias ao domínio do negócio cultural.
  • Proporcionar informações para o desenvolvimento de empreendimentos próprios com a utilização da metodologia adequada.
     
    O Programa de Capacitação é uma iniciativa da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com a Secretaria de Políticas Culturais do MinC, o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Itaú Cultural (IC). 
     
    Mais informações no site: http://www5.fgv.br/fgvonline/minc

     

  • O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic/MinC), realizou nos dias 3 e 4 de agosto, em Brasília, a 179ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), com o objetivo de avaliar pareceres de projetos culturais que pleiteiam a autorização para captação de recursos com apoio na Lei Federal de Incentivo à Cultura - a Lei Rouanet.

    Do total de projetos que constavam na pauta, 440 projetos obtiveram parecer favorável à aprovação, 106 projetos obtiveram parecer desfavorável e 10 projetos foram retirados de pauta. Os pareceres abrangeram projetos nas áreas de Artes Cênicas, Artes Visuais, Música, Patrimônio Cultural, Audiovisual e Humanidades. A plenária foi presidida pelo secretário da Sefic/MinC, Henilton Menezes, e reuniu membros da Comissão, gestores e técnicos do Ministério.
    Confira a relação de projetos analisados e os pareceres.

    A novidade da 179ª Reunião foi a transmissão ao vivo da sessão plenária. Os proponentes e interessados puderam acompanhar, via áudio, as discussões e os pareceres dos integrantes da Comissão. “É um marco no processo de democratização do acesso à informação. A iniciativa visa à aproximação e maior transparência nas decisões”, afirmou Henilton Menezes, acrescentando a possibilidade de transmissão via vídeo nas próximas reuniões.

    Outra ação a ser implementada é a itinerância dos encontros da CNIC em diversas regiões do País. A próxima reunião da Comissão, a ser realizada nos dias primeiro e 2 de setembro, será no Rio de Janeiro, no Centro Cultural Banco do Brasil, equipamento cuja programação tem apoio da Lei Rouanet. Na oportunidade, os integrantes da Comissão também visitarão o Theatro Municipal e assistirão à apresentação da diretora Carla Camurati sobre o processo de restauração, que teve grande parte dos recursos via renúncia fiscal.

    “A perspectiva de realizar as reuniões em outros estados vai ao encontro do conceito de representatividade das cinco regiões brasileiras dentro da Comissão. A proposta é conhecer mais de perto as peculiaridades e demandas de cada localidade. Pretendemos levar também a CNIC para o Norte e Nordeste”, disse o secretário.