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A reabertura do Centro da Cultura Popular Catarinense, na Casa da Alfândega, na tarde de sexta-feira (6), em Florianópolis, marcou a despedida do professor Rodolfo Joaquim Pinto da Luz da presidência da Fundação Catarinense de Cultura (FCC). O espaço foi revitalizado para receber os novos 71 artesãos selecionados por meio de concurso, que a partir de agora passarão a expor e comercializar o artesanato de referência do Estado. Rodolfo fez um agradecimento à sua equipe e pontuou as realizações e desafios à frente da pasta durante o período de um ano e três meses.

Representantes de artistas, artesãos e de entidades, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Franklin Cascaes e Conselho Estadual de Cultura, participaram do ato de reabertura e também render homenagens ao agora ex-presidente da FCC. Rodolfo destacou a importância das parcerias com as entidades, principalmente na área do patrimônio, na busca por soluções e avanços que ele pontuou como fundamentais para a construção de uma política de estado para o setor, como o tombamento de mais de 50 imóveis históricos da Rota Nacional da Imigração, a realização dos editais Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura, Cocali – Aquisição de Livros de Autores Catarinenses, e a aprovação e promulgação da Lei que Institui o Sistema, o Plano e o Fundo Estadual de Cultura – considerado o marco regulatório para o segmento. Concomitante à revitalização da Casa da Alfândega, a FCC também concluiu a restauração da parte elétrica do Museu Histórico de Santa Catarina, que se encontra abrigado no Palácio Cruz e Sousa. 

“Foi um período de dificuldades, mas de superação. De entender a nossa responsabilidade para com as finanças do Estado, mas sem abrir mão daquilo que nos é muito valioso: a importância de se investir na cultura, por seu já consagrado valor alcance social, mas principalmente pelo seu inestimável potencial em termos de geração de renda e economia. Cultura é investimento, não despesa. Saio convicto de que fizemos o possível e muitas vezes o impossível, uma luta que valeu e sempre valerá à pena”, disse.


Em sua carta de renúncia ao cargo, Rodolfo agradece a atenção do governador Eduardo Pinho Moreira, mas deixa como apelo a necessidade iminente para que seja lançado o Prêmio Catarinense de Cinema, que depende apenas da autorização do Comitê Gestor do Governo do Estado. Serão quase R$ 8,5 milhões para produções audiovisuais em Santa Catarina, sendo R$ 3,5 milhões do orçamento do Estado e mais R$ 4,9 milhões da Agência Nacional do Audiovisual (Ancine), totalizando a maior premiação já paga na história do edital. “Mas o prazo limite, e esse é o último, vence no dia 22 de abril. Esse edital precisa ser lançado para que não percamos a oportunidade do aporte federal”, apelou Rodolfo.